Receita de linimento oleo calcario
Pode-se usar para limpar os rabinhos dos bebes e/ou para pequenas feridas e eczemas. É usado também para auxilio na limpeza e tratamento de feridas em pessoas acamadas
150g de agua de cal
150 g de oleo vegetal (pode ser azeite macerado com caléndula ou uma mistura de azeite e oleo de amendoas doces )
5g de cera abelha (pode substituir por candelita)
Num recipiente em banho maria coloca-se a cera e o azeite, para que a cera derreta e se misture com o azeite. Retira-se do lume e vai-se juntando a agua de cal, mexendo até ficar bem misturado. Colocar num recipiente e deixar acabar de arrefecer. Usar.
Para fazer a agua de cal:
200g de agua destilada
10g de hidróxido de cálcio (também conhecido como cal hidratada, cal apagada ou ainda cal extinta)
Misturar a cal à agua mexer com cuidado até ficar uma agua leitosa. Deixar descansar algunas horas. No fundo do recipiente hão-de ficar uns restos de cal e formar-se-à uma película branca à superficie. Coa-se com papel de cozinha ou um bocado de algodão em rama. Deve dar a quantidade de 150 g de agua de cal mais ou menos, é questão de medir.
A agua de cal tem muito tempo de validade. Pelo menos 1 ano.
Se quiser fazer mais quantidade (1l p.ex. ) é juntar a 1l de água destilada , 50 g de cal. A água de cal guardada pode voltar a formar resíduos de cal no fundo, não em problema tem a ver com o grau de saturação da solução. É só voltar a coar e filtrar, ou ir retirado com cuidado para não “levantar pé” !
quinta-feira, 19 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Desafio literário
A Luna faz destas coisas!http://jardimpequenascoisas.blogspot.com/2011/05/desafio-literario.html
E agora? Eu vou dar barraca! Sou uma nega nestes tipos de desafios!
bom...vou improvisar e ver se me safo...
Então cá vai:
E agora? Eu vou dar barraca! Sou uma nega nestes tipos de desafios!
bom...vou improvisar e ver se me safo...
Então cá vai:
1 - Existe um livro que leias e releias várias vezes?
Sim, mas analisando agora, são sempre livros de vários tamanhos sobre plantas medicinais.
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeças-te, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Sim. Vários…desde livros de leitura obrigatória na escola, (destes saltitava e lia depois o fim…convinha-me mais!)…até alguns best-sellers atuais, que não vou dizer quais para não ouvir exclamações do género: “ mas?!?!! O quê?!!?!? Não leste?!!?! Mas esse livro é fantástico!! Eu li-o num instante!” (ou algo parecido…)…bofff!!...
3 - Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele?
Não sei…dependeria do resto da vida…tipo, se ficasse presa numa ilha deserta dava jeito um daqueles livros sobre técnicas de sobrevivência no mato (mmm tecnicas de sobrevivência numa ilha deserta: Robinson Crusoé!)…se ficasse presa numa grande cidade, dava jeito um guia de ruas e direcções, de preferência daqueles que dizem também onde encontrar lojas de viveres e coisas assim (mm ..nada de minimamente engraçado a dizer desta vez…)
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste?
mmm…tenho que me ir inscrever na biblioteca publica…(porque é que os livros são tão caros!??) Confesso que as minhas leituras actuais não passam por literatura com a frequencia desejada e existem centenas de livros que gostaria de ler mas que não o fiz, porque comprei antes um livro para o meu filho e não comprei para mim(para a proxima), porque não gosto muito de ler e-books (gosto do toque e do cheiro do livro e ler num écran não é a mesma coisa), porque , por preguiça e falta de organização ainda não fui á biblioteca publica inscrever-me para trazer livros para ler em casa…
5 - Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer?
Já referi que tenho problemas de memória?
6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Siiiimmmm!!!! Era o meu refúgio, o meu canto secreto, o meu mundo alternativo! Ora bem, para .além dos livros do Patinhas e do Pato Donald escondidos debaixo do colchão da cama e numa prateleira da casa de banho…todos da Enid Blyton que conseguia encontrar na Biblioteca Itinerante da Gulbenkian, tudo que tivesse contos tradicionais portugueses, ou livros sobre animais e ciências em geral, Emilio Salgari, Julio Verne e vários de aventuras…(Ivanhoe, ó Ivanhoe!)
Ó pá! Os momentos maravilhosos que eu passei com o meu “Panorama Animal” (não era um livro verdadeiro, mas uma caderneta com cromos de animais) e com o Atlas Mundial da Rider’s Digest!!!
7 - Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Se li, tratei de o tirar rapidamente da memória!
8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.
Os meus preferidos estão ainda muito ligados aos momentos de evasão e sonho da minha juventude.
Ivanhoe (sempre)
Viagem ao centro da Terra de Julio Verne e mais uma serie deles do mesmo autor …
Coloquem-me à frente um livro sobre plantas, rochas e fosseis, culturas antigas e historia, geologia e animais e podem ir que eu fico bem, muito obrigada! E já agora aqueles ali sobre aromaterapia e plantas medicinais, aqueles livros além tipo Pantagruel, e… olha! Cristais e aquele de tarô! Sim, esse aí! Dá cá s.f.f.! Ah! E uma garrafinha de agua se não for muito incomodo…obrigada…
9- Que livro estás a ler neste momento?
Na cama tenho:
o Manual do Guerrerio de Paulo Coelho (chui! Pouco barulho! É da minha mãe e eu não o tinha lido ainda. Agora que já passou de moda é melhor para ler sem “ esquisitices”!..);
A Vida –reflexões (J.Krishnamurti)
Fotocópias de livros como “El Druida” em espanhol que saquei da net;
“_Using Essencial Oils and Aromaterapy” Carol Wiley (mesma origem); etc…
Na mala uma série de textos e fotocópias sobre espiritualidade, saboaria, óleos vegetais e cosméticos caseiros, etc, etc….
10 - Indica 10 amigos para o meme literário:
Epá! Dez!?
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Creme hidratante de calendula
Este creme é um creme hidratante, feito par alem do azeite de calendula, com manteigas de karité (shea) e de manga e outros oleos vegetais. Na receita original usaram oleo de abacate e de jojoba. Embora tivesse esses oleos em casa resolvi substituir por oleos de grainha de uva e oleo de germém de trigo. Além disso acrescentei vitamina E e sumo de alóe. Os oleos essenciais são uma mistura de varios citrinos, alfazema, litsea cubeba (may chang) , cravinho e cedro. Fiz a blend (mistura) e depois adicionei a quantidade correta(1/2 c. chá= 2,5 ml). Se não tiverem karité e ou manga, podem substituir por outras manteigas solidas como manteiga de cacau ou outras que sejam solidas.
aqui encontram a receita original:
http://www.makeyourcosmetics.com/recipes/viewrec.asp?id=324&cat=lotions
1oz= 28,35 g
ingredientes:
1 oz de azeite de calendula
1oz de manteiga de karité
1oz de manteia de manga
1/2 oz de oleo de abacate
1/4 oz oleo de jojoba
1/4 oz cera de abelha
1/2 c. chá (2,5 ml) Oleo essencial ou fragancia a gosto opcional)
Derretem -se as gorduras e a cera em banho maria. Retira-se do lume e vai-se mexendo com as varas até começar a arrefecer. Querendo pode-se ir batendo com uma batedeira par ao creme ganhar uma leveza diferente e um toque sedoso. Adiciona-se o aroma (ou não, a calendula é aromatica) e deita-se em potes. Como disse enteriormente eu acrescentei vit. E (cerca de 3 capsulas de 400 ui) e sumo de aloé (cerca de 15 g mais ou menos, é de preparação caseira e tenho-o congelado em saquinhos para cubos de gelo).
E muito agradável, bem hidratante sem ser muito gorduroso e o aroma muito refrescante. A receita da para um pote com cerca de 120g. Agora tenho que fazer um para mim...
aqui encontram a receita original:
http://www.makeyourcosmetics.com/recipes/viewrec.asp?id=324&cat=lotions
1oz= 28,35 g
ingredientes:
1 oz de azeite de calendula
1oz de manteiga de karité
1oz de manteia de manga
1/2 oz de oleo de abacate
1/4 oz oleo de jojoba
1/4 oz cera de abelha
1/2 c. chá (2,5 ml) Oleo essencial ou fragancia a gosto opcional)
Derretem -se as gorduras e a cera em banho maria. Retira-se do lume e vai-se mexendo com as varas até começar a arrefecer. Querendo pode-se ir batendo com uma batedeira par ao creme ganhar uma leveza diferente e um toque sedoso. Adiciona-se o aroma (ou não, a calendula é aromatica) e deita-se em potes. Como disse enteriormente eu acrescentei vit. E (cerca de 3 capsulas de 400 ui) e sumo de aloé (cerca de 15 g mais ou menos, é de preparação caseira e tenho-o congelado em saquinhos para cubos de gelo).
E muito agradável, bem hidratante sem ser muito gorduroso e o aroma muito refrescante. A receita da para um pote com cerca de 120g. Agora tenho que fazer um para mim...
| O azeite de calendula : 30 gramas |
| Os ingredientes já medidos e prontos a usar. |
| o creme a começar a endurecer, já com o sumo de aloé e a vitamina E adicionados. Ao lado a mistura de oleos essenciais. |
| Aqui já tinha sido batido com a batedeira electrica e estava só a ser mexido com um garfo para depois ser colocado no boião (reutilizado) |
Bálsamo de calendula.
Este é um bálsamo para passar em pequenos cortes, borbulhinhas, pequenas feridas na pele. Existem imensas receitas por essa net fora com o mesmo fim, com mais ou menos ingredientes. O azeite (ou outro óleo vegetal) macerado com calendula, usado simples é por si só um balsamo, mas pudemos adicionar cera de abelha e fica uma pomada. Se colocarmos uma pequena quantidade de oleos essenciais potenciamos a sua acção. Este saiu particularmente bom.
Uma das receitas onde me inspirei foi esta muito simples.
http://seecosmetics.com/recipes/healing-balm-by-moonsongstress.html
Aqui é feita com oleo de amendoas doces, mas eu substitui por azeite macerado com calendula. Os oleos essenciais não tenho o de tagetes de maneira que fiz mais uma alteração. A quantidade também era muito grande para uma experiencia de forma que em vez de onças(oz), utilizei colheres de sopa. Deu para 3 boiões de 15 ml cada.
Ao adaptar ou formular uma receita é preciso que se respeite as percentagens seguras para os oleos essenciais. O melhor é fazer uma mistura (blend) de oleos conforme as caracterisicas que se quer dar a ao creme e depois medir a quantidade adequada para a quantidade de oleo/creme.
Uma das receitas onde me inspirei foi esta muito simples.
http://seecosmetics.com/recipes/healing-balm-by-moonsongstress.html
Aqui é feita com oleo de amendoas doces, mas eu substitui por azeite macerado com calendula. Os oleos essenciais não tenho o de tagetes de maneira que fiz mais uma alteração. A quantidade também era muito grande para uma experiencia de forma que em vez de onças(oz), utilizei colheres de sopa. Deu para 3 boiões de 15 ml cada.
| O azeite macerado com calendula fica amarelino e com um aroma caracteristico muito agradável. Pode-se usar puro sem receio de ficar a cheirar a "salada". |
| O azeite de calendula e a cera. vão ser derretido em banho-maria. |
| Aqui está prontinho! Desinfectar os boiões e tampas com alcool antes de colocar lá o creme. |
Ao adaptar ou formular uma receita é preciso que se respeite as percentagens seguras para os oleos essenciais. O melhor é fazer uma mistura (blend) de oleos conforme as caracterisicas que se quer dar a ao creme e depois medir a quantidade adequada para a quantidade de oleo/creme.
Preparação da aveia para sabões...e não só.
Sabão ou sabonete de aveia é um classico. Simples ou nas variações com mel ou com leite (de cabra, burra ou simplesmente de vaca), atrai sempre a atênção e é um eleito pelas propriedades da aveia.
http://saosabao.blogspot.com/2010/04/outros-aditivos-naturais.html
Quase sempre vejo em receitas caseiras e mesmo em sabões para venda (sejam naturais ou de melt&pour -vulgo de "glicerina"), os sabões com os "flocos" (ou o grão inteiro prensado) ora deitado por cimaa do sabão, ora no seu interior. Eu não a uso assim. Acho os pedaços demasiado grandes e mais dificil de se extrair deles seja o que for. Por isso, embora compre aveia ( daqueles grãos prensados), posteriormente reduzo-os a farinha. E então sim, utilizo essa farinha (peneirada ou não, conforme o fim a que se destina).
http://saosabao.blogspot.com/2010/04/outros-aditivos-naturais.html
| no recipiente maior está a aveia acabada de ser moida (na "1,2,3"), na tigela azul após ser peneirada e no passador o farelo. |
| A farinha peneirada e o farelo |
terça-feira, 26 de abril de 2011
A avó "Trocanita"...
A avó "Trocanita"...
Conversava eu ontem com a minha mãe sobre amamentação (é o que faz ter amigas "prenhunitas"!) e de mulheres que podiam voltar a ter leite e de um post num grupo sobre amamentação e ela lembrou-se de uma história que os antigos contavam em Serpa e que relacionavam com a santa padroeira N. Sª da Guadalupe, (cujas festas são na Pascoa sendo o dia mais festivo a 2ª feira com uma procissão pela vila, seguindo depois até ao Altinho(s. gens)na 3ª feira, para levar de volta a imagem da santa, seguida de um piquenique na encosta do monte de s. gens, pelo menos era assim).
andei à procura e encontrei! Segue abaixo com o link para o caso de quererem ver uma descrição mais completa.
" (...)
Graças incontáveis se atribuem à intercessão da Virgem de Guadalupe, atestadas pelas ofertas que Ela constantemente recebe e pelos peregrinos que, quase todos os dias, percorrem o caminho da ermida.
A mais conhecida de todas é o milagre da Tia Troncanita, em parte, porque a referida velhinha viveu ainda muitos anos para o contar e os seus descendentes ainda vivem entre nós, e também porque ele ficou representado num pequeno quadro, que se conserva na capela e onde se lê o seguinte:
«Este quadro representa o portentoso milagre que fez N. S. de Guadalupe em obséquio de um menino que ficou sem mãi a poucos dias de ter nascido, é neto de Maria Troncanita, e foi o dia des de Outubro de 1868, que vendo o menino sem sustendo pediu de todo o coração a N. S. a dita avô do menino mulher de 50 anos, que lhe deparasse quem lhe desse de mamar, e ao poco tempo foi tanta a abundância de leite que teve a sua avô, que já ficava satisfeito.»
Ver em Serpa Tradição - In Tradição II vol. Anno VI, Nº 2, Serpa, Fevereiro de 1904, Volume VI, pp. 25 a 26 (Relato de um milagre atribuído à Senhora de Guadalupe), de LADISLAU PIÇARRA.
Em 1946, mais propriamente em 1 de Dezembro, foi o Concelho de Serpa consagrado à Senhora de Guadalupe, pelo Arcebispo de Beja D. José do Patrocínio Dias. Tem esta capela um painel (ex-voto) em que se faz referência a um milagre da Senhora de Guadalupe, na pessoa de uma mulher, a avó "Trocanita".
A lenda:
AINDA ha bem poucos annos, via-se mendigar pelas ruas de Serpa uma velhinha octogenaria, chamada Maria de Guadalupe Troncanita.
A velha Troncanita, como vulgarmente a designavam, tornára-se celebre, porque, em sua humilde pessoa, havia-se operado um grande milagre, tão extraordinario esse milagre que ficára profundamente gravado na memoria do povo serpense, e até figura numa das nossas selectas escolares.
A historia do maravilhoso acontecimento tive eu a dita d'ouvir da propria bôca de Troncanita, em novembro de 1897, contando ella nessa occasião 88 annos d'edade approximadamente. Essa historia contou-m'a a pobre velhinha muito commovida, com a voz tremula e entrecortada de lagrimas. Evidentemente, as suas palavras não occultavam o menor disfarce.
Passemos á interessante narração:
Teriam decorrido uns 39 annos, - disse-me a velha Troncanita, - falleceu lhe uma filha casada, que deixou na orfandade uma creancita do sexo masculino, tendo apenas 3 dias d'edade. A Troncanita, muito afflicta por causa do seu infeliz netinho, pois não encontrava quem o amamentasse, de mãos postas e joelhos no chão, durante tres semanas, pediu a Nossa Senhora de Guadalupe que "lhe deparasse uma ama" para aquelle innocentinho. E com fé tão ardente foram proferidos seus rogos, que um bello dia, estando Troncanita a lavar uns cueiros do neto, no tanque da horta dos "Pisões", onde ella era hortelôa, sentiu os peitos apoiados, e, ordenhando-os immediatamente, viu com grande pasmo que dambos esguichava em abundancia o leite providencial.
Quando este facto succedeu, já havia onze annos que Troncanita tinha dado á luz o ultimo filho, e, por conseguinte, desde ha muito que o seu leite seccára. Nestas condições, é fácil de calcular o assombro que um tal fenomeno produziria no espirito publico!
A noticia espalhôu-se rapidamente, e muita gente correu logo a casa de Troncanita para certificar-se de visu de tão singular occorrencia. Com effeito, a mystica e carinhosa avó lá estava alimentando o neto com o seu proprio leite.
A secreção lactea nos seios apparentemente atrofiados de Troncanita, era uma realidade que ninguem podia contestar; o que, porém, surprehendia toda a gente, eram as circumstancias anormaes em que se produzia aquella funcção organica. Comtudo, o facto ali estava patente aos olhos de todos, e tão impressivo que passou - como era naturalíssimo - á tradicão oral.
O mesmo acontecimento acha-se commemorado num pequeno e modestissimo quadro, existente na ermida da Guadalupe, cuja pintura representa, dum lado N. S. de Guadalupe com o menino Jesus, e, do outro, Maria Troncanita aleitando o neto, tendo ao pé de si um cão grande, que sempre a acompanhava. Entre estas duas pinturas, destaca-se uma pequena gravura representando uma mesa sobre a qual se vê um crucifixo.
Por baixo lê-se o seguinte distico:
- "Este quadro representa o portentoso milagre que fes N. S. de Guadalupe em obsequio de um menino que ficou sem mãi a poucos dias de ter nasido, é neto de Maria Troncanita, e foi o dia des de outubro de 1868, que vendo o menino sem sus-tento pediu de todo coração a N. S. a dita avô do menino mulher de 50 annos, que lhe deparasse quem lhe desse de mamar, e ao poco tempo foi tanta a abundancia de leite que teve a sua avô, que já ficava satifeito."
Convém notar que a lactaçâo de que vimos falando, não se limitou a um fenomeno fugaz, que apparecesse e desapparecesse como que por encanto; pelo contrario, manteve-se por um longo periodo de 14 mezes, que tantos foram os que durou a amamentação, e ao fim dos quaes morreu a creanca.
Por mais extraordinario e anómalo que pareça este facto, não podemos deixar de considerá-lo como authentico, visto que razão alguma se nos apresenta em contrario. Todavia
, não é caso unico, outros identicos a sciencia registra. Apontam-se até alguns factos excepcionaes de mulheres que tiveram leite capaz de amamentar, embora essas mulheres nunca tivessem concebido. No proprio homem tem-se manifestado já a secreção lactea. (*) Mas, nem por isso, o caso de Troncanita deixa de ser muito interessante, revelando-se como um effeito da suggestão religiosa.
Psychologicamente, explica-se pela incontestavel influencia que as imagens e as ideias exercem sobre as funcções da vida vegetativa.
A ideia da amamentação que tão intensamente agitava Maria Troncanita, é que, indubitavelmente, actuou por intermedio dos nervos sobre os elementos histologicos das glandulas mammarias, fazendo-as segregar o almejado leite.
In Tradição II vol. Anno VI, Nº 2, Serpa, Fevereiro de 1904, Volume VI, pp. 25 a 26 (Relato de um milagre atribuído à Senhora de Guadalupe), de LADISLAU PIÇARRA.
http://www.joraga.net/gruposcorais/pags09_pautas_09_CSerpa_MRitaOPC/0554_CdeSerpa_MRitaCortez_p342_122_NSGuadalupe.htm
Conversava eu ontem com a minha mãe sobre amamentação (é o que faz ter amigas "prenhunitas"!) e de mulheres que podiam voltar a ter leite e de um post num grupo sobre amamentação e ela lembrou-se de uma história que os antigos contavam em Serpa e que relacionavam com a santa padroeira N. Sª da Guadalupe, (cujas festas são na Pascoa sendo o dia mais festivo a 2ª feira com uma procissão pela vila, seguindo depois até ao Altinho(s. gens)na 3ª feira, para levar de volta a imagem da santa, seguida de um piquenique na encosta do monte de s. gens, pelo menos era assim).
andei à procura e encontrei! Segue abaixo com o link para o caso de quererem ver uma descrição mais completa.
" (...)
Graças incontáveis se atribuem à intercessão da Virgem de Guadalupe, atestadas pelas ofertas que Ela constantemente recebe e pelos peregrinos que, quase todos os dias, percorrem o caminho da ermida.
A mais conhecida de todas é o milagre da Tia Troncanita, em parte, porque a referida velhinha viveu ainda muitos anos para o contar e os seus descendentes ainda vivem entre nós, e também porque ele ficou representado num pequeno quadro, que se conserva na capela e onde se lê o seguinte:
«Este quadro representa o portentoso milagre que fez N. S. de Guadalupe em obséquio de um menino que ficou sem mãi a poucos dias de ter nascido, é neto de Maria Troncanita, e foi o dia des de Outubro de 1868, que vendo o menino sem sustendo pediu de todo o coração a N. S. a dita avô do menino mulher de 50 anos, que lhe deparasse quem lhe desse de mamar, e ao poco tempo foi tanta a abundância de leite que teve a sua avô, que já ficava satisfeito.»
Ver em Serpa Tradição - In Tradição II vol. Anno VI, Nº 2, Serpa, Fevereiro de 1904, Volume VI, pp. 25 a 26 (Relato de um milagre atribuído à Senhora de Guadalupe), de LADISLAU PIÇARRA.
Em 1946, mais propriamente em 1 de Dezembro, foi o Concelho de Serpa consagrado à Senhora de Guadalupe, pelo Arcebispo de Beja D. José do Patrocínio Dias. Tem esta capela um painel (ex-voto) em que se faz referência a um milagre da Senhora de Guadalupe, na pessoa de uma mulher, a avó "Trocanita".
A lenda:
AINDA ha bem poucos annos, via-se mendigar pelas ruas de Serpa uma velhinha octogenaria, chamada Maria de Guadalupe Troncanita.
A velha Troncanita, como vulgarmente a designavam, tornára-se celebre, porque, em sua humilde pessoa, havia-se operado um grande milagre, tão extraordinario esse milagre que ficára profundamente gravado na memoria do povo serpense, e até figura numa das nossas selectas escolares.
A historia do maravilhoso acontecimento tive eu a dita d'ouvir da propria bôca de Troncanita, em novembro de 1897, contando ella nessa occasião 88 annos d'edade approximadamente. Essa historia contou-m'a a pobre velhinha muito commovida, com a voz tremula e entrecortada de lagrimas. Evidentemente, as suas palavras não occultavam o menor disfarce.
Passemos á interessante narração:
Teriam decorrido uns 39 annos, - disse-me a velha Troncanita, - falleceu lhe uma filha casada, que deixou na orfandade uma creancita do sexo masculino, tendo apenas 3 dias d'edade. A Troncanita, muito afflicta por causa do seu infeliz netinho, pois não encontrava quem o amamentasse, de mãos postas e joelhos no chão, durante tres semanas, pediu a Nossa Senhora de Guadalupe que "lhe deparasse uma ama" para aquelle innocentinho. E com fé tão ardente foram proferidos seus rogos, que um bello dia, estando Troncanita a lavar uns cueiros do neto, no tanque da horta dos "Pisões", onde ella era hortelôa, sentiu os peitos apoiados, e, ordenhando-os immediatamente, viu com grande pasmo que dambos esguichava em abundancia o leite providencial.
Quando este facto succedeu, já havia onze annos que Troncanita tinha dado á luz o ultimo filho, e, por conseguinte, desde ha muito que o seu leite seccára. Nestas condições, é fácil de calcular o assombro que um tal fenomeno produziria no espirito publico!
A noticia espalhôu-se rapidamente, e muita gente correu logo a casa de Troncanita para certificar-se de visu de tão singular occorrencia. Com effeito, a mystica e carinhosa avó lá estava alimentando o neto com o seu proprio leite.
A secreção lactea nos seios apparentemente atrofiados de Troncanita, era uma realidade que ninguem podia contestar; o que, porém, surprehendia toda a gente, eram as circumstancias anormaes em que se produzia aquella funcção organica. Comtudo, o facto ali estava patente aos olhos de todos, e tão impressivo que passou - como era naturalíssimo - á tradicão oral.
O mesmo acontecimento acha-se commemorado num pequeno e modestissimo quadro, existente na ermida da Guadalupe, cuja pintura representa, dum lado N. S. de Guadalupe com o menino Jesus, e, do outro, Maria Troncanita aleitando o neto, tendo ao pé de si um cão grande, que sempre a acompanhava. Entre estas duas pinturas, destaca-se uma pequena gravura representando uma mesa sobre a qual se vê um crucifixo.
Por baixo lê-se o seguinte distico:
- "Este quadro representa o portentoso milagre que fes N. S. de Guadalupe em obsequio de um menino que ficou sem mãi a poucos dias de ter nasido, é neto de Maria Troncanita, e foi o dia des de outubro de 1868, que vendo o menino sem sus-tento pediu de todo coração a N. S. a dita avô do menino mulher de 50 annos, que lhe deparasse quem lhe desse de mamar, e ao poco tempo foi tanta a abundancia de leite que teve a sua avô, que já ficava satifeito."
Convém notar que a lactaçâo de que vimos falando, não se limitou a um fenomeno fugaz, que apparecesse e desapparecesse como que por encanto; pelo contrario, manteve-se por um longo periodo de 14 mezes, que tantos foram os que durou a amamentação, e ao fim dos quaes morreu a creanca.
Por mais extraordinario e anómalo que pareça este facto, não podemos deixar de considerá-lo como authentico, visto que razão alguma se nos apresenta em contrario. Todavia
, não é caso unico, outros identicos a sciencia registra. Apontam-se até alguns factos excepcionaes de mulheres que tiveram leite capaz de amamentar, embora essas mulheres nunca tivessem concebido. No proprio homem tem-se manifestado já a secreção lactea. (*) Mas, nem por isso, o caso de Troncanita deixa de ser muito interessante, revelando-se como um effeito da suggestão religiosa.
Psychologicamente, explica-se pela incontestavel influencia que as imagens e as ideias exercem sobre as funcções da vida vegetativa.
A ideia da amamentação que tão intensamente agitava Maria Troncanita, é que, indubitavelmente, actuou por intermedio dos nervos sobre os elementos histologicos das glandulas mammarias, fazendo-as segregar o almejado leite.
In Tradição II vol. Anno VI, Nº 2, Serpa, Fevereiro de 1904, Volume VI, pp. 25 a 26 (Relato de um milagre atribuído à Senhora de Guadalupe), de LADISLAU PIÇARRA.
http://www.joraga.net/gruposcorais/pags09_pautas_09_CSerpa_MRitaOPC/0554_CdeSerpa_MRitaCortez_p342_122_NSGuadalupe.htm
segunda-feira, 18 de abril de 2011
*COMO DAR UM COMPRIMIDO A UM GATO*

*COMO DAR UM COMPRIMIDO A UM GATO*
*(Manual prático em 15 passos)*
Instruções úteis para quem tem gato
1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebé. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.
2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.
3. Vá buscar o gato no quarto e jogue fora o comprimido meio desfeito.
4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto conta até dez.
5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Chame a sua esposa.
6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma das mãos enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.
7. Vá buscar o gato no trilho da cortina e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota para comprar outra régua e consertar as cortinas. Cuidadosamente, varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde.
8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Coloque o comprimido na ponta de um canudinho de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.
9. Leia a bula inclusa na embalagem para verificar se o comprimido que você acabou de engolir faz mal a humanos; beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com o auxilio de água fria e sabão.
10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como fisga para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.
11. Vá buscar uma chave de fendas na garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando tomou a última vacina contra tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfectar. Beba mais um copo. Deite a t-shirt fora e vá buscar uma nova no quarto.
12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o desgraçado do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se espatifou contra o poste, enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido de dentro da embalagem.
13. Amarre as patas da frente às patas de trás do f...d.. p... do gato, com a mangueira do jardim, e em seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos de jardinagem na garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do cabr* na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.
14. Beba o restante do whisky. Peça à sua esposa que o leve ao pronto-socorro e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe costura os dedos, o braço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa ligue para a loja dos móveis para encomendar uma nova mesa de jantar.
15. Trate de tudo para que a sociedade protectora dos animais venha buscar o raio do gato mutante fugido do inferno.
Telefone para a loja de animais e pergunte se têm tartaruguinhas.
sábado, 16 de abril de 2011
Sintra - Palacio Nacional
Este é o Paço Real ou Palácio da Vila Situado na zona historica de Sintra (Vila Velha), é constituido por varios corpos edificados ao longo dos seculos, sendo que as primeiras edificações serão do tempo dos mouros.
http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=3386
http://palacio-de-sintra.blogspot.com/2010/06/lenda-do-palacio-nacional-de-sintra-ou.html.
http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=3386
http://palacio-de-sintra.blogspot.com/2010/06/lenda-do-palacio-nacional-de-sintra-ou.html.
Ao longe o castelo...
terça-feira, 22 de março de 2011
Entrudo de Lazarim

Entrudo de Lazarim
(Lazarim, concelho de Lamego)
Em Lazarim a tradição do Carnaval ainda é o que era. Sinónimo de folguedo, máscaras e soltura, o Carnaval celebra-se entre comadres e compadres que envergam máscaras típicas feitas artesanalmente em madeira de amieiro por quatro homens da aldeia. As máscaras são sempre diferentes de ano para ano e cabe aos seus portadores idealizarem as vestimentas que as acompanham. O Entrudo é precedido pela Semana dos Compadres e das Comadres, as duas associações que tentam reunir fundos para os festejos e que vão preparando, em completo segredo, as quadras destrutivas do testamento que será lido na Terça-feira Gorda. No Domingo Gordo à tarde começa a grande folia. Os caretos vão chegando, cada um com o seu disfarce. Tocam as bandas, reúnem-se os carros alegóricos, dançam os ranchos folclóricos, desfilam os gigantones. Na Terça-feira Gorda as ruas de Lazarim enchem-se de gente para ver passar o desfile das máscaras e participar na folia. Ao início da tarde os mascarados começam a aparecer em pequenos grupos misturando-se com a multidão.
Depois do desfile os compadres e as comadres: uns de papel colorido, recheados de pólvora e foguetes que são imolados pelo fogo no final da festa e outros de carne e osso que, ao lerem o testamento, se "defrontam" numa luta verbal de rimas onde não falta a malandrice e as tiradas picantes. As pessoas aglomeram-se debaixo de uma varanda para ouvir a leitura do testamento. A rapariga lê o testamento do Compadre e o rapaz o da Comadre. A rivalidade entre sexos serve como principal pano de fundo à libertinagem linguística. Terminado o "ajuste de contas" e imolados os bonecos, prossegue o cortejo até ao local onde o fogueteiro dá por encerrado o Entrudo. Ao entardecer realiza-se o concurso de máscaras e atribuem-se os prémios aos artesãos mais talentosos. Depois é altura de saborear o tradicional o caldo de farinha, a feijoada e o vinho. Há quem pense que o Carnaval tenha origens romanas, tendo adquirido diversas variantes ao longo dos séculos.
http://casadopovodelazarim.webnode.com.pt/lazarim/entrudo-de-lazarim/tradi%c3%a7%c3%a3o/
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Entrudo

Ó entrudo Ó entrudo
Ó entrudo chocalheiro
Que não deixas assentar
as mocinhas ao solheiro
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Que no monte é qu’eu estou bem
Que no monte é qu’eu estou bem
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu’eu estou bem
Estas casa são caiadas
Estas casa são caiadas
Quem seria a caiadeira
Quem seria a caiadeira
Foi o noivo mais a noiva
Foi o noivo mais a noiva
Com um ramo de laranjeira
Quem seria a caiadeira
José Afonso
Três Trava-linguas
Uma nafagafa tinha cinco nafagafinhos.
Quando a nafagafa nafagafava,
Nafagafavam os cinco nafagafinhos.
*****************
- O que é que há cá?
-É o eco que cá há.
-Há cá eco?
-Há cá eco há.
********************
Esta casa está ladrilhada.
Quem a desladrilhará?
O desladrilhador
Que a desladrilhar
Bom desladrilhador será.
Quando a nafagafa nafagafava,
Nafagafavam os cinco nafagafinhos.
*****************
- O que é que há cá?
-É o eco que cá há.
-Há cá eco?
-Há cá eco há.
********************
Esta casa está ladrilhada.
Quem a desladrilhará?
O desladrilhador
Que a desladrilhar
Bom desladrilhador será.
Uma história
Uma historia...
.por Florbela Graça a Terça-feira, 22 de Março de 2011 às 22:32.
A Neblina dormitava, deitada sobre a Serra, o seu manto estendido até ao Mar. Observando de longe a bela e calma donzela, o Sol ficou enamorado dela e aproximando-se silenciosamente, estendendo os seus raios, tocou-a. Sobressaltada a Neblina acordou. Ao aperceber-se da presença do poderoso Sol, envergonhada e assustada a Neblina levantou-se e, descendo a encosta da Serra, mergulhou no Mar.
O Sol, agora sobre a Serra, olhava na direcção do Mar e triste chamava e clamava pela Neblina, a Donzela.
As árvores agitavam-se e as suas folhas, tremeluzindo e cintilando sob os raios do Sol, levavam o seu clamor por toda a Serra e pela Terra até ao Mar.
E assim ficou o Sol, debruçado sobre a Serra, triste, olhado para lá até ao Mar.
E eis que vinda das águas do Mar, uma Nuvem se ergueu. Primeiro de cor alva e branca depois, à medida que crescia e avançava, cada vez mais escura. Depressa a Nuvem cobria todo o Céu, do Mar até à Serra. Escura e imponente, aproximou-se do Sol e, ora insinuando-se junto dele, ora fugindo esquiva, a Nuvem dançava diante do Poderoso Sol. Não mais Neblina Donzela, frágil e assustada, mas Nuvem Mulher, plena e confiante. Languidamente deixou-se alcançar pelos raios do Sol, que a envolveram num abraço apaixonado, tocando-a com os seus raios quentes.
Os amantes cobriram o Céu e entre beijos e abraços, cobertos por véus nebulosos e trespassados por luminosos raios de vida, fizeram da Serra e da Terra até ao Mar o seu leito de amor.
Finalmente os amantes separam-se, o Sol adormecido, desliza em direcção ao Mar, a Nuvem, agora maior, mais escura e fecundada, preenche o Céu e cobre a Serra e a Terra até a Mar. O tremendo som do Trovão e o Cintilar do Relâmpago que lhe seguiu, estremeceu a Nuvem, como a dor do parto e a dela nasceu o fruto do seu acto de amor, a Chuva, que caiu sobre a Serra e sobre a Terra até ao Mar.
A Chuva cai e flui ao longo das encostas, dos campos e dos rios, percorrendo caminhos, preenchendo tudo e todos com a energia e a força vital do Sol e da Nuvem, alimentando as famintas e sequiosas criaturas da Serra e da Terra até ao Mar.
22/03/2011
(Num dia de Março Marçagão, que amanheceu com a serra de Sintra coberta de neblina, ao meio dia brilhava o Sol, que à tarde brincava com as nuvens, a tarde passou-se entre trovoada e chuva, terminando o dia numa noite calma, limpa e estrelada que aguarda pela chegada da Lua.)
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.por Florbela Graça a Terça-feira, 22 de Março de 2011 às 22:32.
A Neblina dormitava, deitada sobre a Serra, o seu manto estendido até ao Mar. Observando de longe a bela e calma donzela, o Sol ficou enamorado dela e aproximando-se silenciosamente, estendendo os seus raios, tocou-a. Sobressaltada a Neblina acordou. Ao aperceber-se da presença do poderoso Sol, envergonhada e assustada a Neblina levantou-se e, descendo a encosta da Serra, mergulhou no Mar.
O Sol, agora sobre a Serra, olhava na direcção do Mar e triste chamava e clamava pela Neblina, a Donzela.
As árvores agitavam-se e as suas folhas, tremeluzindo e cintilando sob os raios do Sol, levavam o seu clamor por toda a Serra e pela Terra até ao Mar.
E assim ficou o Sol, debruçado sobre a Serra, triste, olhado para lá até ao Mar.
E eis que vinda das águas do Mar, uma Nuvem se ergueu. Primeiro de cor alva e branca depois, à medida que crescia e avançava, cada vez mais escura. Depressa a Nuvem cobria todo o Céu, do Mar até à Serra. Escura e imponente, aproximou-se do Sol e, ora insinuando-se junto dele, ora fugindo esquiva, a Nuvem dançava diante do Poderoso Sol. Não mais Neblina Donzela, frágil e assustada, mas Nuvem Mulher, plena e confiante. Languidamente deixou-se alcançar pelos raios do Sol, que a envolveram num abraço apaixonado, tocando-a com os seus raios quentes.
Os amantes cobriram o Céu e entre beijos e abraços, cobertos por véus nebulosos e trespassados por luminosos raios de vida, fizeram da Serra e da Terra até ao Mar o seu leito de amor.
Finalmente os amantes separam-se, o Sol adormecido, desliza em direcção ao Mar, a Nuvem, agora maior, mais escura e fecundada, preenche o Céu e cobre a Serra e a Terra até a Mar. O tremendo som do Trovão e o Cintilar do Relâmpago que lhe seguiu, estremeceu a Nuvem, como a dor do parto e a dela nasceu o fruto do seu acto de amor, a Chuva, que caiu sobre a Serra e sobre a Terra até ao Mar.
A Chuva cai e flui ao longo das encostas, dos campos e dos rios, percorrendo caminhos, preenchendo tudo e todos com a energia e a força vital do Sol e da Nuvem, alimentando as famintas e sequiosas criaturas da Serra e da Terra até ao Mar.
22/03/2011
(Num dia de Março Marçagão, que amanheceu com a serra de Sintra coberta de neblina, ao meio dia brilhava o Sol, que à tarde brincava com as nuvens, a tarde passou-se entre trovoada e chuva, terminando o dia numa noite calma, limpa e estrelada que aguarda pela chegada da Lua.)
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