A Coruja de Monte Suntria

Suntria é uma das denominações de Sintra...O Monte da Lua ...a coruja...sou eu!

terça-feira, 26 de abril de 2011

A avó "Trocanita"...

A avó "Trocanita"...


Conversava eu ontem com a minha mãe sobre amamentação (é o que faz ter amigas "prenhunitas"!) e de mulheres que podiam voltar a ter leite e de um post num grupo sobre amamentação e ela lembrou-se de uma história que os antigos contavam em Serpa e que relacionavam com a santa padroeira N. Sª da Guadalupe, (cujas festas são na Pascoa sendo o dia mais festivo a 2ª feira com uma procissão pela vila, seguindo depois até ao Altinho(s. gens)na 3ª feira, para levar de volta a imagem da santa, seguida de um piquenique na encosta do monte de s. gens, pelo menos era assim).

andei à procura e encontrei! Segue abaixo com o link para o caso de quererem ver uma descrição mais completa.

" (...)

Graças incontáveis se atribuem à intercessão da Virgem de Guadalupe, atestadas pelas ofertas que Ela constantemente recebe e pelos peregrinos que, quase todos os dias, percorrem o caminho da ermida.

A mais conhecida de todas é o milagre da Tia Troncanita, em parte, porque a referida velhinha viveu ainda muitos anos para o contar e os seus descendentes ainda vivem entre nós, e também porque ele ficou representado num pequeno quadro, que se conserva na capela e onde se lê o seguinte:



«Este quadro representa o portentoso milagre que fez N. S. de Guadalupe em obséquio de um menino que ficou sem mãi a poucos dias de ter nascido, é neto de Maria Troncanita, e foi o dia des de Outubro de 1868, que vendo o menino sem sustendo pediu de todo o coração a N. S. a dita avô do menino mulher de 50 anos, que lhe deparasse quem lhe desse de mamar, e ao poco tempo foi tanta a abundância de leite que teve a sua avô, que já ficava satisfeito.»

Ver em Serpa Tradição - In Tradição II vol. Anno VI, Nº 2, Serpa, Fevereiro de 1904, Volume VI, pp. 25 a 26 (Relato de um milagre atribuído à Senhora de Guadalupe), de LADISLAU PIÇARRA.

Em 1946, mais propriamente em 1 de Dezembro, foi o Concelho de Serpa consagrado à Senhora de Guadalupe, pelo Arcebispo de Beja D. José do Patrocínio Dias. Tem esta capela um painel (ex-voto) em que se faz referência a um milagre da Senhora de Guadalupe, na pessoa de uma mulher, a avó "Trocanita".

A lenda:

AINDA ha bem poucos annos, via-se mendigar pelas ruas de Serpa uma velhinha octogenaria, chamada Maria de Guadalupe Troncanita.

A velha Troncanita, como vulgarmente a designavam, tornára-se celebre, porque, em sua humilde pessoa, havia-se operado um grande milagre, tão extraordinario esse milagre que ficára profundamente gravado na memoria do povo serpense, e até figura numa das nossas selectas escolares.

A historia do maravilhoso acontecimento tive eu a dita d'ouvir da propria bôca de Troncanita, em novembro de 1897, contando ella nessa occasião 88 annos d'edade approximadamente. Essa historia contou-m'a a pobre velhinha muito commovida, com a voz tremula e entrecortada de lagrimas. Evidentemente, as suas palavras não occultavam o menor disfarce.

Passemos á interessante narração:

Teriam decorrido uns 39 annos, - disse-me a velha Troncanita, - falleceu lhe uma filha casada, que deixou na orfandade uma creancita do sexo masculino, tendo apenas 3 dias d'edade. A Troncanita, muito afflicta por causa do seu infeliz netinho, pois não encontrava quem o amamentasse, de mãos postas e joelhos no chão, durante tres semanas, pediu a Nossa Senhora de Guadalupe que "lhe deparasse uma ama" para aquelle innocentinho. E com fé tão ardente foram proferidos seus rogos, que um bello dia, estando Troncanita a lavar uns cueiros do neto, no tanque da horta dos "Pisões", onde ella era hortelôa, sentiu os peitos apoiados, e, ordenhando-os immediatamente, viu com grande pasmo que dambos esguichava em abundancia o leite providencial.

Quando este facto succedeu, já havia onze annos que Troncanita tinha dado á luz o ultimo filho, e, por conseguinte, desde ha muito que o seu leite seccára. Nestas condições, é fácil de calcular o assombro que um tal fenomeno produziria no espirito publico!

A noticia espalhôu-se rapidamente, e muita gente correu logo a casa de Troncanita para certificar-se de visu de tão singular occorrencia. Com effeito, a mystica e carinhosa avó lá estava alimentando o neto com o seu proprio leite.

A secreção lactea nos seios apparentemente atrofiados de Troncanita, era uma realidade que ninguem podia contestar; o que, porém, surprehendia toda a gente, eram as circumstancias anormaes em que se produzia aquella funcção organica. Comtudo, o facto ali estava patente aos olhos de todos, e tão impressivo que passou - como era naturalíssimo - á tradicão oral.

O mesmo acontecimento acha-se commemorado num pequeno e modestissimo quadro, existente na ermida da Guadalupe, cuja pintura representa, dum lado N. S. de Guadalupe com o menino Jesus, e, do outro, Maria Troncanita aleitando o neto, tendo ao pé de si um cão grande, que sempre a acompanhava. Entre estas duas pinturas, destaca-se uma pequena gravura representando uma mesa sobre a qual se vê um crucifixo.

Por baixo lê-se o seguinte distico:

- "Este quadro representa o portentoso milagre que fes N. S. de Guadalupe em obsequio de um menino que ficou sem mãi a poucos dias de ter nasido, é neto de Maria Troncanita, e foi o dia des de outubro de 1868, que vendo o menino sem sus-tento pediu de todo coração a N. S. a dita avô do menino mulher de 50 annos, que lhe deparasse quem lhe desse de mamar, e ao poco tempo foi tanta a abundancia de leite que teve a sua avô, que já ficava satifeito."

Convém notar que a lactaçâo de que vimos falando, não se limitou a um fenomeno fugaz, que apparecesse e desapparecesse como que por encanto; pelo contrario, manteve-se por um longo periodo de 14 mezes, que tantos foram os que durou a amamentação, e ao fim dos quaes morreu a creanca.

Por mais extraordinario e anómalo que pareça este facto, não podemos deixar de considerá-lo como authentico, visto que razão alguma se nos apresenta em contrario. Todavia

, não é caso unico, outros identicos a sciencia registra. Apontam-se até alguns factos excepcionaes de mulheres que tiveram leite capaz de amamentar, embora essas mulheres nunca tivessem concebido. No proprio homem tem-se manifestado já a secreção lactea. (*) Mas, nem por isso, o caso de Troncanita deixa de ser muito interessante, revelando-se como um effeito da suggestão religiosa.

Psychologicamente, explica-se pela incontestavel influencia que as imagens e as ideias exercem sobre as funcções da vida vegetativa.

A ideia da amamentação que tão intensamente agitava Maria Troncanita, é que, indubitavelmente, actuou por intermedio dos nervos sobre os elementos histologicos das glandulas mammarias, fazendo-as segregar o almejado leite.

In Tradição II vol. Anno VI, Nº 2, Serpa, Fevereiro de 1904, Volume VI, pp. 25 a 26 (Relato de um milagre atribuído à Senhora de Guadalupe), de LADISLAU PIÇARRA.
http://www.joraga.net/gruposcorais/pags09_pautas_09_CSerpa_MRitaOPC/0554_CdeSerpa_MRitaCortez_p342_122_NSGuadalupe.htm

O Druidismo...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

*COMO DAR UM COMPRIMIDO A UM GATO*


*COMO DAR UM COMPRIMIDO A UM GATO*
*(Manual prático em 15 passos)*

Instruções úteis para quem tem gato

1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebé. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.
2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.
3. Vá buscar o gato no quarto e jogue fora o comprimido meio desfeito.
4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto conta até dez.
5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Chame a sua esposa.
6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma das mãos enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.
7. Vá buscar o gato no trilho da cortina e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota para comprar outra régua e consertar as cortinas. Cuidadosamente, varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde.
8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Coloque o comprimido na ponta de um canudinho de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.
9. Leia a bula inclusa na embalagem para verificar se o comprimido que você acabou de engolir faz mal a humanos; beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com o auxilio de água fria e sabão.
10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como fisga para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.
11. Vá buscar uma chave de fendas na garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando tomou a última vacina contra tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfectar. Beba mais um copo. Deite a t-shirt fora e vá buscar uma nova no quarto.
12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o desgraçado do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se espatifou contra o poste, enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido de dentro da embalagem.
13. Amarre as patas da frente às patas de trás do f...d.. p... do gato, com a mangueira do jardim, e em seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos de jardinagem na garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do cabr* na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.
14. Beba o restante do whisky. Peça à sua esposa que o leve ao pronto-socorro e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe costura os dedos, o braço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa ligue para a loja dos móveis para encomendar uma nova mesa de jantar.
15. Trate de tudo para que a sociedade protectora dos animais venha buscar o raio do gato mutante fugido do inferno.

Telefone para a loja de animais e pergunte se têm tartaruguinhas.

sábado, 16 de abril de 2011

Sintra - Palacio Nacional



Este é o Paço Real ou Palácio da Vila
Situado na zona historica de Sintra (Vila Velha), é constituido por varios corpos edificados ao longo dos seculos, sendo que as primeiras edificações serão do tempo dos mouros.
http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=3386
http://palacio-de-sintra.blogspot.com/2010/06/lenda-do-palacio-nacional-de-sintra-ou.html.

Ao longe o castelo...


Foto tirada do meu quintal das traseiras. lá no cimo da Serra de Sintra, o Palacio da Pena e o Castelo dos Mouros e cá em baixo o Palacio Nacional de Sintra.

Ah, pois...o quintal em primeiro plano é do meu vizinho...

terça-feira, 22 de março de 2011

Gato preto em cima do telhado em noite de lua cheia

Entrudo de Lazarim


Entrudo de Lazarim

(Lazarim, concelho de Lamego)



Em Lazarim a tradição do Carnaval ainda é o que era. Sinónimo de folguedo, máscaras e soltura, o Carnaval celebra-se entre comadres e compadres que envergam máscaras típicas feitas artesanalmente em madeira de amieiro por quatro homens da aldeia. As máscaras são sempre diferentes de ano para ano e cabe aos seus portadores idealizarem as vestimentas que as acompanham. O Entrudo é precedido pela Semana dos Compadres e das Comadres, as duas associações que tentam reunir fundos para os festejos e que vão preparando, em completo segredo, as quadras destrutivas do testamento que será lido na Terça-feira Gorda. No Domingo Gordo à tarde começa a grande folia. Os caretos vão chegando, cada um com o seu disfarce. Tocam as bandas, reúnem-se os carros alegóricos, dançam os ranchos folclóricos, desfilam os gigantones. Na Terça-feira Gorda as ruas de Lazarim enchem-se de gente para ver passar o desfile das máscaras e participar na folia. Ao início da tarde os mascarados começam a aparecer em pequenos grupos misturando-se com a multidão.



Depois do desfile os compadres e as comadres: uns de papel colorido, recheados de pólvora e foguetes que são imolados pelo fogo no final da festa e outros de carne e osso que, ao lerem o testamento, se "defrontam" numa luta verbal de rimas onde não falta a malandrice e as tiradas picantes. As pessoas aglomeram-se debaixo de uma varanda para ouvir a leitura do testamento. A rapariga lê o testamento do Compadre e o rapaz o da Comadre. A rivalidade entre sexos serve como principal pano de fundo à libertinagem linguística. Terminado o "ajuste de contas" e imolados os bonecos, prossegue o cortejo até ao local onde o fogueteiro dá por encerrado o Entrudo. Ao entardecer realiza-se o concurso de máscaras e atribuem-se os prémios aos artesãos mais talentosos. Depois é altura de saborear o tradicional o caldo de farinha, a feijoada e o vinho. Há quem pense que o Carnaval tenha origens romanas, tendo adquirido diversas variantes ao longo dos séculos.



http://casadopovodelazarim.webnode.com.pt/lazarim/entrudo-de-lazarim/tradi%c3%a7%c3%a3o/


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Entrudo










Ó entrudo Ó entrudo

Ó entrudo chocalheiro

Que não deixas assentar

as mocinhas ao solheiro





Eu quero ir para o monte

Eu quero ir para o monte

Que no monte é qu’eu estou bem

Que no monte é qu’eu estou bem





Eu quero ir para o monte

Eu quero ir para o monte

Onde não veja ninguém

Que no monte é qu’eu estou bem





Estas casa são caiadas

Estas casa são caiadas

Quem seria a caiadeira

Quem seria a caiadeira





Foi o noivo mais a noiva

Foi o noivo mais a noiva

Com um ramo de laranjeira

Quem seria a caiadeira



José Afonso

http://www.youtube.com/watch?v=e-xSY4beUHs

Três Trava-linguas

Uma nafagafa tinha cinco nafagafinhos.

Quando a nafagafa nafagafava,

Nafagafavam os cinco nafagafinhos.

*****************

- O que é que há cá?

-É o eco que cá há.

-Há cá eco?

-Há cá eco há.

********************

Esta casa está ladrilhada.

Quem a desladrilhará?

O desladrilhador

Que a desladrilhar

Bom desladrilhador será.

Uma história

Uma historia...
.por Florbela Graça a Terça-feira, 22 de Março de 2011 às 22:32.

A Neblina dormitava, deitada sobre a Serra, o seu manto estendido até ao Mar. Observando de longe a bela e calma donzela, o Sol ficou enamorado dela e aproximando-se silenciosamente, estendendo os seus raios, tocou-a. Sobressaltada a Neblina acordou. Ao aperceber-se da presença do poderoso Sol, envergonhada e assustada a Neblina levantou-se e, descendo a encosta da Serra, mergulhou no Mar.

O Sol, agora sobre a Serra, olhava na direcção do Mar e triste chamava e clamava pela Neblina, a Donzela.

As árvores agitavam-se e as suas folhas, tremeluzindo e cintilando sob os raios do Sol, levavam o seu clamor por toda a Serra e pela Terra até ao Mar.

E assim ficou o Sol, debruçado sobre a Serra, triste, olhado para lá até ao Mar.

E eis que vinda das águas do Mar, uma Nuvem se ergueu. Primeiro de cor alva e branca depois, à medida que crescia e avançava, cada vez mais escura. Depressa a Nuvem cobria todo o Céu, do Mar até à Serra. Escura e imponente, aproximou-se do Sol e, ora insinuando-se junto dele, ora fugindo esquiva, a Nuvem dançava diante do Poderoso Sol. Não mais Neblina Donzela, frágil e assustada, mas Nuvem Mulher, plena e confiante. Languidamente deixou-se alcançar pelos raios do Sol, que a envolveram num abraço apaixonado, tocando-a com os seus raios quentes.

Os amantes cobriram o Céu e entre beijos e abraços, cobertos por véus nebulosos e trespassados por luminosos raios de vida, fizeram da Serra e da Terra até ao Mar o seu leito de amor.

Finalmente os amantes separam-se, o Sol adormecido, desliza em direcção ao Mar, a Nuvem, agora maior, mais escura e fecundada, preenche o Céu e cobre a Serra e a Terra até a Mar. O tremendo som do Trovão e o Cintilar do Relâmpago que lhe seguiu, estremeceu a Nuvem, como a dor do parto e a dela nasceu o fruto do seu acto de amor, a Chuva, que caiu sobre a Serra e sobre a Terra até ao Mar.

A Chuva cai e flui ao longo das encostas, dos campos e dos rios, percorrendo caminhos, preenchendo tudo e todos com a energia e a força vital do Sol e da Nuvem, alimentando as famintas e sequiosas criaturas da Serra e da Terra até ao Mar.

22/03/2011

(Num dia de Março Marçagão, que amanheceu com a serra de Sintra coberta de neblina, ao meio dia brilhava o Sol, que à tarde brincava com as nuvens, a tarde passou-se entre trovoada e chuva, terminando o dia numa noite calma, limpa e estrelada que aguarda pela chegada da Lua.)

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Água da rainha da Hungria


Água da rainha da Hungria
Encontram-se pela net várias receitas desta água aromatica que dizia-se ter qualidades medicinais. Parece que a Rainha da Hungria sofria de gota e ou reumatismo e sentiria alivio quando usava a agua aromatica.
Esta receita é de um recorte de uma revista com alguns aninhos.
Receita:.
Num frasco de boca larga, contendo um litro de álcool a 60º, deixe macerar durante 15 dias:
30g de folhas de alecrim
10g de folhas de salvia
10g de folhas de tomilho
10g de folhas de hortelã-pimenta
10g de erva-cidreira
10g de flores de alfazema,
1 vagem de baunilha cortada no sentido do comprimento,
1 pau de canela partido
uma casca de limão.
Mexa diariamente esta mistura e filtre-a findo o tempo de maceração. Conserve num frasco hermético.

Diz a receita que se utiliza em casos de reumatismo, torcicolos e depois de uma queda ou de uma pancada.

"Álcool da Mariana"


Esta é a receita do "Remedio da Mariana" como lhe chamava o meu filho. A Mariana era uma amiga minha, adepta das mezinhas caseiras e que todos os anos fazia este "alcool de ervas" que ela utilizava para desinfectar feridas, cortes e tratar borbulhas resistentes e que é optimo para arranhões de gatos. Ela usava-o também em dias de calor para, passar um lencinho de papel embebido no alcool de ervas, pelos pés doridos e cansados.
Todos os anos ela ou o pai dela, um velhote já muito velhote, percorriam os campos em busca das plantas frescas necessarias para a receita.

Salva
Camomila e ou Macela (são duas plantas diferentes)
Maravilhas (também chamada de Calendula)
Feno do prado

Ela fazia assim: enchia um pote com tampa hermetica até acima com as plantas e acabava de encher com alcool.
Deixava em sitio escuro, até ao ano seguinte pois geralmente fazia sempre uma quantidade que durava um ano, quase exacto e quando estava na altura de fazer o novo , era quando abria o do ano anterior.

Então, nessa altura, coava, filtrava e metia em frascos mais pequenos para usar durante o ano.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Lenga-lenga...O que está...?


O que está na varanda?


Uma fita de ganga.




O que está na panela?


Uma fita amarela.




O que está no poço?


Uma casca de tremoço.




O que está no telhado?


Um gato malhado.




O que está na chaminé?


Uma caixa de rapé.




O que está na rua?


Uma espada nua.




O que está atras da porta?


Uma vara torta.




O que está no ninho?


Um passarinho


deixa-o no morno


Dá-lhe pãozinho.

Pardal pardo


-Pardal pardo, porque palras?

-Palro e palrarei,

porque sou pardal pardo

palrador del-rei.

lenga-lenga: A chover



















A chover

A trovejar

E as bruxas

A dançar



A chover

A fazer sol

As bruxas

A comer pão mole



http://www.angelfire.com/80s/traquinas/Links/lengalengas.htm