A Coruja de Monte Suntria

Suntria é uma das denominações de Sintra...O Monte da Lua ...a coruja...sou eu!
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

ignorancia

IGNORÂNCIA
Ao ignorar o interior, você permanece ignorante. Não ignorar o interior é o começo da sabedoria. Gosto desta palavra ignorância. Ela significa que algo foi ignorado, algo foi desviado, você não prestou atenção a ele.
Algo está presente, sempre esteve presente, mas você tem sido negligente com ele. Talvez por estar sempre presente, ele possa ser facilmente ignorado. Sempre ignoramos aquilo que está sempre presente, e sempre prestamos atenção ao novo, porque o novo traz mudança. O cachorro pode continuar sentado se nada se mover à sua volta – ele pode descansar, pode sonhar. Basta que algo se mova, e ele fica imediatamente alerta. Mesmo se uma folha seca se mover, ele começará a latir. Esse é exatamente o estado da mente; ela presta atenção somente quando algo muda; depois adormece novamente.
E nosso tesouro interior sempre esteve conosco. É muito fácil ignorá-lo; aprendemos a ignorá-lo. Esse é o significado da palavra ignorância. Deixe que a sua busca seja o começo do não mais ignorar o interior, e o despertar virá por si mesmo. E, quando o amor estiver desperto, a vida terá um sabor totalmente diferente: o sabor do néctar, da imortalidade, da vida eterna.
Osho

NÃO FUJA DA TRISTEZA

NÃO FUJA DA TRISTEZA
Amado Osho,

Em algum ponto, existe um medo que me faz ficar fechado, enrijecido, triste, desesperado, com raiva e impotente. Parece ser tão sutil, que eu não consigo nem entrar em contacto com ele. Como posso vê-lo com mais clareza?


O único problema em relação à tristeza, ao desespero, à raiva, à impotência, à ansiedade, à angústia, à miséria, é que você quer se livrar deles. Esta é a única barreira. Você tem de conviver com eles. Não pode simplesmente fugir. São nessas situações que a vida se integra e cresce. São os desafios da vida. Aceite-os. São bênçãos disfarçadas. Quando você quer fugir deles, quando quer de algum modo evitá-los, é que o problema surge - pois quando se quer fugir de algo, nunca se olha diretamente. E a coisa começa a se esconder, porque você a condena; a coisa vai entrando cada vez mais no inconsciente, escondendo-se nos cantos escuros do seu ser, onde você não pode encontrá-la. Move-se para o porão do seu ser e ali se esconde. E, é claro, quanto mais fundo for, mais problemas causará - porque, então, começará a agir a partir de cantos desconhecidos do seu ser e você ficará completamente desamparado.Portanto, a primeira coisa é: jamais reprima. Esta é a primeira coisa; seja o que for que esteja acontecendo, está acontecendo. Aceite e deixe acontecer - deixe que venha à tona. Na verdade, dizer apenas "não reprima" não é suficiente. Se você me der permissão, gostaria de lhe dizer: acolha tudo como a um amigo. Se você está se sentindo triste, permita-o. Sinta compaixão por isso. A tristeza também tem um ser. Permita-a, abrace-a, sente-se com ela, dê-lhe as mãos, seja amigável. Seja amoroso com ela. A tristeza é bela! Não tem nada de errado com ela. Quem lhe disse que há algo de errado em estar triste? De fato, somente a tristeza lhe dá profundidade. A risada é superficial, a felicidade está na pele. A tristeza vai até os ossos. Nada vai tão fundo quanto a tristeza. Assim, não se preocupe. Permaneça com ela e ela irá levá-lo ao próprio centro do seu ser. Você pode dar uma volta com ela e você será capaz de conhecer algumas coisas novas sobre o seu ser, coisas que você nunca conheceu antes. Coisas que só podem ser reveladas em um estado de tristeza - elas não podem jamais ser reveladas em um estado de felicidade.
A escuridão também é boa e a escuridão também é divina. Não só o dia é de Deus, a noite também é dele.
Eu chamo isso de uma atitude religiosa.
OSHO. The Art of Dying, # 10
http://br.groups.yahoo.com/group/luz/message/26547

MUDANÇA

MUDANÇA

Desejamos mudar se não houver risco, e isso é impossível. Esta condição – de que não haja risco – torna impossível mudar, porque tudo precisa ser colocado em jogo, e somente então a mudança será possível.


A mudança não pode ser parcial. Ou ela é, ou ela não é – ela somente pode ser total. Assim, a decisão é entre ser ou não ser. Trata-se de um salto, e não de um processo gradual. Se você estiver realmente saturado da vida que você tem vivido, se estiver realmente saturado dos seus velhos padrões, então não haverá problema. É fácil, muito fácil mudar se você entender que tem vivido uma vida que não vale muito, que não trouxe coisa alguma, que nunca permitiu florescer.


Não é uma questão de reconhecimento mundano. As pessoas podem considerar que você foi bem-sucedido, que você tem todas as qualidades que elas próprias gostariam de ter, mas esse não é o ponto. No fundo, você sente uma estagnação, um congelamento, um encolhimento, como se já estivesse morto, como se algo estivesse fechado. O sabor da vida, a poesia, o fluxo, a canção desapareceram; a fragrância já não está presente. Você segue em frente porque precisa seguir...


O que você pode fazer?


Você parece quase uma vitima das circunstâncias, do acaso, como um fantoche, sem saber o que está fazendo, aonde está indo, de onde veio, quem é você.


Se você realmente achar que isso tem sido assim, a mudança será muito fácil. Na verdade, ela é um fenômeno tão espontâneo que nada precisa ser feito a respeito. A própria compreensão traz a mudança. A compreensão é uma revolução radical, e não existe outra revolução.
Osho
http://br.groups.yahoo.com/group/luz/message/26563

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Numa situação confusa, de perturbação, o que fazer?

Numa situação confusa, de perturbação, o que fazer?
Por favor, não faça nada. Você criou uma confusão por causa do seu fazer excessivo. Você é um tamanho fazedor, você confundiu tudo à sua volta - não somente para si mesmo, mas para os outros também. Seja um não-fazedor; isso será compaixão para consigo mesmo. Seja compassivo. Não faça nada, porque com a mente falsa, com uma mente confusa, todas as coisas se tornam mais confusas. Com uma mente confusa, é melhor esperar e não fazer nada de forma que a confusão desapareça. Ela desaparecerá; nada é permanente neste mundo. Você só precisa uma profunda paciência. Não seja apressado.
Vou lhe contar uma história. Buda estava viajando através de uma floresta. 0 dia estava quente. Era exatamente meio-dia e ele sentiu sede; assim, disse para seu discípulo Ananda: "Volte. No caminho, nós atravessamos um pequeno riacho. Volte lá e traga um pouco d'água para mim".
Ananda voltou, mas o riacho era muito pequeno e algumas carroças estavam atravessando-o. A água estava agitada e tinha ficado suja. Toda a sujeira que estava assentada nele tinha vindo para cima e a água não era potável agora. Assim, Ananda pensou: "Eu tenho que voltar". Ele voltou e disse para Buda: "Aquela água se tornou absolutamente suja e não está boa para se beber. Permita-me ir à frente. Eu sei que existe um rio a apenas alguns quilômetros de distância daqui. Eu irei e buscarei água para você".
Buda disse: "Não! Volte ao mesmo riacho". Como Buda tinha dito isto, Ananda tinha que seguir a ordem. Mas ele a seguiu sem entusiasmo pois sabia que aquela água não podia ser trazida. E tempo estava sendo desnecessariamente perdido! E ele estava com sede, mas como Buda disse para ir, ele tinha que ir.
Novamente ele retornou e disse: "Por que você insiste? A água não está potável". Buda disse: "Vá novamente". E como Buda havia dito para voltar, Ananda teve que ir.
A terceira vez que ele chegou no riacho, a água estava tão clara quanto ela sempre esteve. A sujeira tinha ido embora, as folhas mortas tinham ido embora e a água estava pura novamente. Então Ananda riu. Ele trouxe a água e veio dançando. Ele caiu aos pés de Buda e disse: "Seus meios de ensinar são miraculosos. Você me ensinou uma grande lição - que apenas a paciência é necessária e que nada é permanente".
E este é o ensinamento básico de Buda: nada é permanente, tudo é transitório - assim por que ser tão preocupado? Volte ao mesmo riacho. Então, tudo deve ter mudado. Nada permanece o mesmo. Apenas seja paciente: vá novamente e novamente e novamente. Apenas alguns momentos e as folhas terão ido embora e a sujeira terá se assentado novamente e a água estará pura novamente.
Ananda também perguntou a Buda, quando ele estava voltando pela segunda vez: "Você insiste que eu vá, mas eu não posso fazer alguma coisa para tornar aquela água pura?".
Buda disse: "Por favor, não faça nada; do contrário você a tornará mais impura. E não entre no riacho. Apenas fique do lado de fora, esperando, na margem. Sua entrada no riacho criará uma confusão. 0 riacho flui por si mesmo, assim deixe-o fluir".
Nada é permanente; a vida é um fluxo. Heráclito disse que você não pode pisar duas vezes no mesmo rio. É impossível pisar duas vezes no mesmo rio porque o rio fluiu; tudo mudou. E não somente o rio fluiu, você também fluiu. Você também é diferente; você também é um rio fluindo.
Veja esta impermanência de todas as coisas. Não tenha pressa; não tente fazer nada. Apenas espere! Espere em um total não-fazer. E se você pode esperar, a transformação estará presente. Este próprio esperar é a transformação.
Osho, The book of the Secrets, V3, #38
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/numa_situacao_o_que_fazer.htm

DEIXAR ACONTECER

DEIXAR ACONTECER

Uma vez que você saiba como soltar-se, pela primeira vez a vida começará a acontecer. Desnecessariamente estamos nos empenhando em atingir algo; na verdade, o próprio esforço para atingi-lo é a barreira.

A vida acontece – não pode ser atingida. Quanto mais você se empenha em atingi-la, menos a tem. Você não precisa ir a ela; ela vem por si mesma. Tudo o que é necessário é um estado de total receptividade, de abertura. Você precisa ser um anfitrião da vida. A vida não precisa ser perseguida. Na perseguição está a infelicidade; quanto mais você persegue, mais distante ela fica.

E a vida contem tudo. Ela contém Deus, a bem-aventurança, a bênção, a beleza, o bom, a verdade, tudo o que você quiser chamar – ela contém tudo; nada mais existe a não ser a vida. Vida é o nome da totalidade da existência.

Você precisa aprender a ser pacientemente relaxado, e o milagre dos milagres acontece: um dia, quando você estiver realmente relaxado, algo repentinamente muda; uma cortina desaparece e você percebe as coisas como elas são. Se seus olhos estiverem muito cheios de desejos, de expectativas, de ambições, eles não poderão perceber a realidade. Os olhos estão encobertos com a poeira dos desejos. Toda busca é fútil, é um subproduto da mente. Estar em um estado de não-busca é o grande momento de transformação.

Todas as meditações são apenas preparações para esse momento. Elas não são meditações reais, mas apenas preparações para que um dia você possa simplesmente sentar, sem nada fazer, sem nada desejar.

Osho
http://br.groups.yahoo.com/group/luz/message/26806

Reino de Deus

"Tem sido pregado que o Reino de Deus está sempre em algum lugar: no tempo, no espaço, mas sempre em algum lugar, nunca aqui e agora. Por que isto acontece?

Por que o Reino de Deus não está aqui e agora? Por que no futuro ou em algum outro lugar? É por causa da mente humana. Ela desaparece no presente. Vive no futuro, na esperança, na promessa do futuro; move-se pelo desejo.

Basicamente, o tempo não é um fenômeno físico, é psicológico. O tempo não está fora de você; é o próprio funcionamento de sua mente que cria o tempo. Um Jesus vive fora do tempo; você vive no tempo. Por isso, que todos os Budas - Jesus é um Buda, uma pessoa Iluminada - têm enfatizado: " Não tenha desejos! E, de repente, as portas do Céu estarão abertas para você." Mas para não ter desejos é preciso estar aqui e agora, porque então não há nenhuma ponte para o futuro; não há ponte para lugar nenhum. O desejo é a ponte.

A mente precisa de tempo; não pode existir sem ele. Quanto mais tempo você tem, mais campo a mente possui para brincar, para ir enganando. Os padres têm falado sempre como se o Céu estivesse no futuro, porque somente o futuro pode ser entendido pela mente e só por causa desse futuro é que você pode ser explorado - e também sentir-se à vontade.

Ouvi contar que numa igreja o ministro pregava sobre o Reino de Deus e dizia: " Existem ruas de ouro e campos de esmeralda!" O ministro pregou tanto quanto pode e depois perguntou: "Quem gostaria de ir para lá?" Todas as mãos se levantaram, exceto a de um velho. O ministro não podia acreditar. Por que aquele velho não levantara a mão? Ele deveria ser o primeiro, porque já estava próximo da morte. Então, o ministro pintou um quadro do inferno com toda a sua feiúra, tortura, dor, sofrimento e fogo. Outra vez ele desafiou: " Agora, quem gostaria de ir para o Reino de Deus, para o Céu?" Todas as mãos se levantaram, mas aquele velho continuou sentado sem levantar a mão. O ministro ficou confuso. Perguntou ao homem: " Você não me ouviu? Está surdo? Não gostaria de ir para o Reino de Deus, para o Céu?"
O velho respondeu: " Eventualmente, sim. Mas da maneira como está falando, parece que quer levar todo o mundo agora. Eventualmente sim, mas agora não!"

Se lhe dizem: "O Reino de Deus está aqui e agora," você não está pronto. São muitos os desejos a serem satisfeitos antes de partir; muitas coisas têm de ser feitas antes que possa pensar em entrar no Reino de Deus.

A Semente de Mostarda Vol. II - Osho"

http://www.universodeluz.net/modules.php?name=News&file=article&sid=409

PALAVRAS

PALAVRAS
Palavras não são apenas palavras.
Elas têm disposição de ânimo, climas próprios.

Quando uma palavra se aloja dentro de você, ela traz um clima diferente à sua mente, uma abordagem diferente, uma visão diferente. Chame a mesma coisa de um nome diferente e perceberá: algo fica imediatamente diferente.
Existem as palavras dos sentimentos e as palavras intelectuais. Abandone cada vez mais as palavras intelectuais, use cada vez mais palavras dos sentimentos. Existem palavras políticas e palavras religiosas. Abandone as palavras políticas. Existem palavras que imediatamente criam conflito. No momento em que você as pronuncia, surgem discussões. Assim, nunca use uma linguagem lógica e argumentativa. Use a linguagem do afeto, do carinho, do amor, para que não surja discussão alguma.
Se você começar a ficar consciente disso, perceberá uma imensa mudança surgindo. Se você estiver um pouco alerta na vida, muitas infelicidades poderão ser evitadas. Uma única palavra pronunciada na inconsciência pode criar uma longa corrente de aflição. Uma leve diferença, apenas uma virada muito pequena, e isso cria muita mudança. Você deveria ser muito cuidadoso e usar as palavras quando absolutamente necessário. Evite palavras contaminadas. Use palavras arejadas, não controversas, que não são argumentos, mas apenas expressões de suas impressões.
Se você puder se tornar um especialista em palavras, toda a sua vida será totalmente diferente.

Se uma palavra trouxer infelicidade, raiva, conflito, dor ou discussão, abandone-a. Qual é o sentido de carregá-la? Substitua-a por algo melhor. O melhor as vezes é o silêncio, depois é o canto, a poesia, o amor.

Osho

Recebido de Rejane Guimarães
Portal Raio de Luz
rejaneraiodeluz9@hotmail.com
http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=4574
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O Homem se viciou em coisas pequenas

"Certo homem estava muito doente. A doença era tão grave que ele sentia continuamente os olhos estourando e os ouvidos tinindo - o tempo todo. Aos poucos ele foi enlouquecendo, porque isso acontecia vinte e quatro horas por dia.

Ele não podia dormir, não podia trabalhar; então foi consultar os médicos.

Um médico lhe disse: "Remova o apêndice" - e o apêndice foi removido mas nada aconteceu. Outro surgiu: "Extraia todos os dentes", e todos os dentes foram extraídos. Nada aconteceu; o homem simplesmente ficou mais velho. Então alguém sugeriu que suas amídalas fossem removidas (há milhões de pessoas que querem sugerir coisas e, se você lhes der ouvidos, acabarão matando-o). Suas amídalas foram removidas e tudo continuou como antes. Então ele consultou o médico mais famoso, o mais conhecido.

O doutor deu o seguinte diagnóstico: "Não se pode fazer nada, porque a causa não pode ser encontrada. Você viverá no máximo mais seis meses. Preciso ser franco com você, porque tudo o que poderia ser feito já se fez. Não há mais nada a fazer".

O homem saiu do consultório e pensou: "Se eu só tenho seis meses de vida, então porque não vivê-los bem?" Ele era um miserável, nunca tinha vivido; então comprou um carro mais caro e mais moderno, a casa mais bonita, encomendou trinta ternos e mandou fazer camisas novas sob medida.

Foi ao alfaiate tirar suas medidas e este lhe disse: "Trinta e seis de punho e dezesseis de colarinho".O homem disse:" Não, quinze, eu sempre usei quinze"O alfaiate mediu outra vez e disse: "Dezesseis!" O homem disse: " Mas eu sempre usei quinze." O alfaiate disse: "Está bem, seja como você quiser, mas eu lhe digo: você ficará com os olhos estourando e os ouvidos tinindo". - essa era a razão de toda a sua doença!

Você não está perdendo o Divino por grandes causas. Não! Apenas um colarinho quinze - e os olhos não podem ver, porque estão estourando; e os ouvidos não podem ouvir, porque estão tinindo. A causa da doença do homem é simples, ele se viciou em coisas pequenas.

Livro: "A Semente de Mostarda - Vol. I" - Osho"
http://www.universodeluz.net/modules.php?name=News&file=article&sid=242

O 'Como' do comer

A segunda coisa sobre comida é sobre o estado da nossa mente quando comemos é muito mais importante do que aquilo que comemos.

A comida o afectará de forma diferente quando come alegremente, feliz ou enquanto está cheio de tristeza e de preocupações.

Se estiver comendo num estado preocupado, então mesmo a melhor comida terá um efeito venenoso. E se você estiver comendo com alegria, então é possível que às vezes até mesmo veneno pode não ser capaz de ter seu efeito total sobre você. Isso é bem possível. Assim, o estado mental em que você come é importante.

Vivemos preocupados vinte e quatro horas por dia. É um milagre como o alimento que comemos é digerido, como a existência o administra apesar de nós mesmos! Não temos nenhum desejo de digeri-lo. É absolutamente um milagre como é digerido. E como permanecemos vivos! Isso também é um milagre! O nosso estado mental devia ser alegre e gracioso.

Mas nos nossos lares a mesa do jantar está sempre na maior melancolia. A esposa espera o dia todo para seu marido chegar a casa para comer e toda a doença emocional que ela acumulou nas vinte e quatro horas se apresenta justamente quando o marido está comendo. Ela não sabe que está fazendo o trabalho de um inimigo. Ela não sabe que está servindo veneno no prato de seu marido.

O marido também está assustado e preocupado após todo um dia de trabalho - ele de alguma maneira despeja a comida no seu estômago e sai. Ele não tem ideia de que a acção que acaba de fazer e sair tão apressadamente devia ser como uma oração. Não era uma ação para ser feita tão apressadamente. Isso deve ser feito da mesma maneira que quando alguém entra num templo, ou como quando alguém se ajoelha para orar, ou como quando alguém se senta para tocar sua veena, ou como quando alguém canta uma canção para o amado.

Esse acto é até mesmo mais importante: ele está alimentado o seu corpo. Isso deve ser feito num estado de tremenda satisfação. Deve ser uma acção reverente e amorosa.

Quanto mais feliz e contente e mais relaxado e sem preocupações uma pessoa tenha sua refeição, mais a sua comida começa a se tornar o alimento adequado.

Uma dieta violenta não significa somente que um homem ingere alimento não vegetariano. É também uma dieta violenta quando um homem come com raiva. Ambas as coisas são violentas. Enquanto come com raiva, sofrendo, preocupado, o homem está também comendo violentamente. Ele não percebe de maneira alguma de que ele está sendo violento quando ele come a carne de alguma outra coisa, então quando sua própria carne queima por dentro devido à raiva e a preocupação, a violência também está presente. Desse modo, o alimento que ele está comendo não pode ser não-violento.

A outra parte da alimentação adequada é que você deve comer em paz, muito contente. Se você não estiver nesse estado, então é melhor esperar por ele e não comer por enquanto. Quando a mente estiver absolutamente preparada, só então se deve comer a refeição. Por quanto tempo a mente não estará preparada? Se você estiver suficientemente consciente para esperar, então no máximo, ela permanecerá faminta por apenas um dia - mas nós nunca nos incomodamos em dar atenção a isso.

Fizemos do comer um processo completamente mecânico. A gente precisa pôr comida no corpo e depois deixar a mesa do jantar. Isso não é mais um processo psicológico; isso é perigoso.

Ao nível do corpo, a comida adequada deve ser saudável, não estimulante e não violenta; no nível psicológico a mente deve estar num estado de contentamento, graciosa e alegre; e no nível da alma deveria haver um sentimento de gratidão, de agradecimento. Essas três coisas tornam a comida o alimento adequado.

Estamos comendo alimentos, estamos bebendo água, estamos respirando - deveríamos ter um senso de gratidão sobre tudo isso. Com relação a vida integral, com relação a todo o universo, com relação a toda a natureza, com relação ao divino, deveria haver um sentimento de gratidão - " Recebi mais um dia para viver. Uma vez mais recebi alimento para comer. Por mais um dia estou vendo o sol, vendo as flores brotando. Estou novamente vivo hoje".

Este sentimento, este sentimento de gratidão, deveria estar presente em todos os aspectos da vida - e muito particularmente na dieta. Só assim nossa dieta pode se tornar a dieta adequada.
Osho em 'A Viagem Interior'
http://www.universodeluz.net/modules.php?name=News&file=article&sid=311

ESTADO BÚDICO

ESTADO BÚDICO
Nada está faltando, tudo é como deveria ser. Cada um já é perfeito. A perfeição não é para ser alcançada, ela já está presente. No momento em que você aceita a si mesmo, ela é revelada.
Se você não aceita a si mesmo, ficará perseguindo sombras, miragens, distantes miragens. E elas somente parecem belas quando você está muito distantes delas. Quanto mais próximo você chegar, mais descobrirá que nada existe, somente areia; era uma miragem. Então você cria uma outra miragem, e é assim que as pessoas desperdiçam sua vida inteira.
Simplesmente aceite a si mesmo como você é, nada deve ser condenado, nada deve ser julgado. Não há como julgar, como comparar, porque cada pessoa é única. Nunca existiu uma pessoa como você e nunca existirá novamente; assim, você está sozinho e a comparação não é possível. E essa é a maneira que a existência deseja que você seja, e esse é o motivo de você ser dessa maneira. Não brigue com a existência e não tente se aperfeiçoar, ou criará uma confusão. É assim que as pessoas criaram uma confusão a partir de suas vidas.
Portanto, esta é minha mensagem a você: aceite a si mesmo. Será difícil, muito difícil, porque a mente idealista está sempre observando e dizendo: "O que você está fazendo? Isso não é o correto a ser feito! Você precisa se tornar notável, precisa se tornar um Buda ou um Cristo ou seja lá quem for – o que você está fazendo? Isso não se parece com um Buda, você está se comportando como um tolo. Você ficou maluco?"
Aceite a si mesmo. Nessa aceitação está o estado Búdico.
Osho

http://br.groups.yahoo.com/group/luz/message/26185

DA ROBOPATOLOGIA À ILUMINAÇÃO

DA ROBOPATOLOGIA À ILUMINAÇÃO

O homem ainda não é homem. Ele pode ser, mas não é. O potencial está aí, mas o potencial tem de ser efetivado. Ele ainda não é uma realidade. Pelo nascimento, nós nascemos apenas para uma oportunidade de crescer. O nascimento em si não é vida. E a pessoa que pensa que, por nascer, já se tornou um homem, está enganando a si mesma.
Esse é o pecado original. Esse é o único pecado quer existe - pensar que você já é aquilo que você pode ser.

A vida tem de ser descoberta, criada, realizada. Se você não a realiza, você permanece mais ou menos como uma máquina. Esse é um dos princípios básicos do sufismo: que o homem, como ele existe, é uma máquina.

A máquina tem se iludido acreditando que é consciente. A consciência é uma promessa, mas a pessoa tem de explorá-la. É uma tarefa. A consciência é uma possibilidade, mas você pode perdê-la. Não a tome por certa. Ainda não é uma realidade. Você é uma semente para ela, mas você tem de crescer para dentro dela. Uma semente pode permanecer uma semente e pode nunca se tornar uma árvore, pode nunca se tornar capaz de desabrochar, pode nunca ser capaz de liberar sua fragrância ao mundo, pode nunca ser capaz de oferecer-se ao divino. Essa possibilidade também existe. E lembre-se sempre que muitos perdem; apenas poucos chegam.
Isto cria uma ansiedade - de que o homem é uma promessa, de que o homem é uma aventura, de que o homem ainda não é. Isso cria ansiedade no tipo errado de pessoa, mas cria alegria no tipo certo de pessoa.
A quem eu chamo tipo certo e a quem eu chamo tipo errado de pessoa? O covarde é o tipo errado. No covarde isso cria ansiedade. Diante da idéia de se lançar numa aventura, numa peregrinação ao desconhecido, o covarde se encolhe. Ele pára de respirar. Seu coração não bate mais. Ele se torna surdo como uma pedra a esse chamado, a esse desafio. Esse desafio se torna um inimigo. Ele se torna defensivo contra ele.
E ao corajoso eu chamo tipo certo de pessoa. Para ele, isso não é ansiedade, é excitação, é aventura. Deus o chamou. Ele começa a se mover, começa a procurar e a buscar. Se você procura, há uma possibilidade de encontrar; se você não procura, não há nenhuma possibilidade. Se você começa a se mover, então mais dia menos dia você alcança o oceano, como todos os rios o fazem. Mas se você se tornou muito, muito medroso do movimento, do dinamismo, da vida, da mudança, então você se torna uma pequena lagoa. Pouco a pouco você morre. Você se torna cada vez mais sujo, tedioso, antiquado, estagnado. Então a sua vida também é doentia. Sua vida toda é uma patologia. E muitos - a maioria - vivem numa espécie de patologia.

Um pensador moderno, Lewis Yablonsky, cunhou a palavra certa para essa patologia - ele a chama de "robopatologia". Ao homem que sofre disso, ele chama "robopata". "Robô" quer dizer máquina, autômato; alguém que vive um tipo de vida mecânica, um tipo de vida repetitivo; alguém que não tem nenhuma aventura, alguém que simplesmente continua se arrastando. Ele satisfaz as exigências do dia-a-dia, mas nunca satisfaz a exigência eterna, o desafio eterno.
Ele irá ao escritório, à fábrica, ele virá para casa, cuidará dos filhos e da esposa, e fará mil e uma coisas - e as fará muito eficientemente - mas ele nunca estará vivo, você nunca encontrará vivacidade nele. Ele viverá como se já estivesse morto.

Os Sufis dizem que o homem está dormindo. Os Sufis dizem que o homem está morto. Os Sufis dizem que o homem ainda não é. Os Sufis dizem que o homem apenas acredita que é, mas essa crença é uma espécie de sonho.

Algumas coisas... Um robopata é uma pessoa cuja patologia implica comportamento e existência de robô. Ele é um homem apenas por causa do nome. Ele poderia ter sido um computador. Ele pode ser. Um robopata é um humano que funciona insensivelmente, mecanicamente - para resumir, de uma maneira morta.

Quando você começa a aprender a dirigir, você tem de estar presente por alguns dias. Por isso é que é tão problemático aprender qualquer coisa - porque, para aprender qualquer coisa, você tem de sair do seu sono pelo menos um pouquinho. Caso contrário, como irá aprender?
Os robopatas nunca estão interessados em coisas novas. Uma vez que tenham aprendido algumas coisas, eles continuam a se mover naquele círculo vicioso. Toda manhã é igual, toda noite é igual. Toda vez que eles comem, conversam ou fazem amor, é a mesma coisa. Eles, de modo algum, são necessários ali. Eles não fazem nada através da consciência, eles continuam a fazer gestos vazios. Eis por que há tanto tédio na vida. Como você pode ser vibrante, repetindo o velho constantemente? Essa é a primeira característica - o sono.

A segunda característica é o sonhar - parte do sono. Um robopata sonha continuamente - não somente à noite, mas durante o dia também. Ele tem devaneios, fantasias. Mesmo quando está fazendo algo, no fundo ele está sonhando. Você pode encontrar isso a qualquer hora. Feche os olhos a qualquer momento, olhe para dentro e você encontrará um sonho se desenrolando. Ele está lá constantemente.
E a terceira característica é o ritualismo. Um robopata permanece em rituais, ele nunca faz nada através do coração. Ele dirá "oi" porque tem de dizê-lo ou porque ele tem dito sempre. Seu "oi" não terá, em si, nenhum coração. Ele beijará e abraçará a mulher, mas será apenas a repetição de um gesto vazio. Não há nenhum beijo no seu beijo. Ele abraçará alguém, mas apenas sua pele e seus ossos tocarão - ele permanecerá distante como sempre. Ele não está lá. Você pode estar certo de uma coisa - ele não está lá.
Mas os robopatas são grandes ritualistas. Eles dependem do ritual. Eles fazem tudo como deveria ser feito.
Um ritual, pela sua própria natureza, é não-criativo. Uma pessoa ritualística nunca é espontânea, ela não tem condições de ser espontânea. Se você quiser ser espontâneo, você terá de estar alerta. A espontaneidade tem um ingrediente indispensável: a vigilância. Se você não está alerta, você não pode ser espontâneo.

Só muito raramente, lá uma vez ou outra, é que uma pessoa cria algo - e nesses momentos, quando a criatividade está presente, há satisfação espiritual. Eis por que a criatividade traz tanta alegria. Uma pessoa criativa é uma pessoa feliz; uma pessoa não-criativa é uma pessoa miserável.

Muitas pessoas vêm a mim e me perguntam como ser feliz, onde encontrar a felicidade. Elas não podem encontrá-la, a menos que se tornem criativas. A felicidade não pode acontecer a elas, ela acontece apenas às almas criativas. Torne-se mais espontâneo. Abandone as repetições. Deixe cada manhã ser uma nova manhã e deixe cada experiência ser uma nova experiência. Não pense que tudo é velho. Os robopatas pensam que não há nada de novo sob o sol - é sempre a mesma coisa, então por que se incomodar?
Em vez de viver a vida, um robopata cria um ritual. Por exemplo, se ele ora, ora como um ritual. Ele aprendeu determinada oração, então ela a repete. Ele vai à igreja, ele aprendeu um ritual.
Eles continuam a lutar, a debater sobre de quem é o melhor ritual. Todos os rituais são apenas rituais; não há nenhuma dúvida quanto a um ritual ser bom ou ruim. O ritual em si é ruim, feio. A espontaneidade é boa, o ritualismo é ruim.
É por isso que as pessoas adoram resolver quebra-cabeças, palavras cruzadas e coisas assim.Resolver palavras cruzadas lhe dá a sensação de estar solucionando alguma coisa. É estúpido. Nada é solucionado com a resolução de palavras cruzadas. Sua vida permanece sem solução, complicada e confusa com sempre, mas, pelo menos, isto lhe dá a sensação de que você foi capaz de resolver algo. Caso contrário, não há nenhuma necessidade. A vida é como um grande quebra-cabeças, se você quer resolvê-lo, resolva-o. Por que criar problemas e enigmas pequenos, minúsculos e insignificantes e depois resolvê-los?
Eles lhe dão uma sensação agradável. Eles o fazem evitar a vida. Ávida é grande e perigosa demais. Resolver palavras cruzadas não traz perigo. Se você as resolve, muito bem. Se não as resolves, nada há de errado.
As pessoas continuam assistir à vida de outras pessoas. Elas vão a um cinema para ver outras pessoas se amarem; vão para ver uma dança, outras pessoas dançando; vão para ver luta livre, outras pessoas lutando. As pessoas tornaram-se espectadoras. Isso lhe dá uma falsa sensação, como se ela fizessem parte da dança ou parte do romance que está acontecendo. E elas continuam apenas assistindo, espectadoras, mortas e entediadas. Suas vidas é nada. E se você olhar para suas vidas, você as encontrará repetindo os mesmos movimentos várias vezes. E os pornógrafos e as pessoas que estão obcecadas pela pornografia não são diferentes das pessoas que vão à igreja. É a mesma coisa. Se Jesus real estiver aí, você o matará; e se um Jesus morto estiver aí, você o idolatrará. Isso é pornografia, pornografia espiritual. As pessoas idolatram o morto e evitam o vivo - porque com o vivo você tem de se tornar vivo, esse é o problema. Com o morto você está perfeitamente; você também está morto, há uma comunhão entre morto e o morto. Com o vivo você começa a sentir-se culpado, com o vivo você começa a sentir que está perdendo, com o vivo você começa a sentir-se enciumado. Com o vivo você começa a sentir que tem de fazer algo novo – e você não quer fazer isso. De alguma forma, você quer matar o tempo, passar o tempo. As pessoas estão passando o tempo.

E as pessoas estão muito interessadas em rituais. Um rezador verdadeiro vai para dentro; um rezador ritualista está apenas fazendo um trabalho labial. Colocar-se diante de um Mestre real, é colocar-se diante da morte e diante da vida ambas estão juntas. Idolatrar um Mestre morto um Jesus, um Buda – não requer nada de você. Você pode curvar-se aos pés de uma imagem, mas permanece o mesmo. Curvando-se aos pés de um Mestre de verdade, seu ego tem de ser colocado de lado. Seu ego criará mil e uma dificuldades para você se curvar e se entregar. Eis por que as pessoas se tornam cristãs, hindus, maometanas - tudo isso é ritual. E é assim que continua durante toda sua vida.

Um robopata é muito dogmático. Ele sempre simulando que estar certo sobre tudo. Ele não pode permitir a dúvida. A dúvida cria o temor. Ele acredita, ele nunca suspeita - porque se você duvida, você tem de perguntar. E quem sabe aonde a sua dúvida o levará? É por isso que você vê tantos crentes no mundo e nenhuma religião. Tantos crentes?Todos parecem ser crentes – acreditando em seu cristianismo, em seu maometismo, em seu hinduísmo.Todo mundo é crente. E o mundo é totalmente irreligioso - qual é o problema? Com tantos crentes, o mundo deveria estar florescendo na religião. Mas crença não é confiança, não é fé; é puro dogmatismo. É simplesmente um esforço para esmagar a dúvida, para reprimir a dúvida. Se você conversar com um robopata, você terá de estar muito alerta; você não deve tocar na sua crença senão ele fica furioso. Ele não fica furioso com você. Ele simplesmente se torna medroso – você está tirando o chão de sob seus pés. Ele tem acreditado que sabe e agora você está aqui para perturbá-lo. As pessoas não gostam de ser perturbadas. Isso cria ansiedade. Um robopata é sempre orientado pelo passado ou pelo futuro. Ele nunca está no presente. O passado é bom porque você não pode fazer nada com ele. O passado está acabado e completo. O robopata se sente muito à vontade com o passado. O passado está morto, coisas aconteceram, agora não há como mudá-las e alterá-las. Com o passado, o robopata se sente em sintonia; com o futuro, ele pode desejar e ter esperança – mas com o presente ele se sente desconfortável, se sente muito inquieto. O presente traz muitos problemas.

Osho
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CANÇÃO DA VIDA

CANÇÃO DA VIDA
A vida pode ser uma canção, mas você pode perdê-la, ela não é inevitável. O potencial existe, mas ele precisa ser manifesto. Muitas pessoas acham que, no dia em que nascem, tudo está terminado. Nada está terminado.
No dia em que você nasce, as coisas somente começam; é o princípio. O nascimento precisa acontecer milhões de vezes em sua vida. Você precisa continuar a nascer repetidamente.
As pessoas têm um grande potencial, têm muitos aspectos, são multidimensionais, mas elas nunca exploram seu próprio ser, daí a vida permanecer triste, pobre. Essa é a pobreza real. A pobreza exterior não é um grande problema, ela será solucionada. A tecnologia chegou a um ponto em que a pobreza irá desaparecer da terra; chegou o tempo disso. Mas o problema real é a pobreza interior. Mesmo pessoas ricas vivem uma vida muito pobre. Têm um corpo empanturrado de comidas, mas a alma está passando fome. Elas ainda não conheceram a canção da vida, elas nada ouviram a respeito. De algum jeito elas continuam existindo, administrando, empurrando-se para a frente, arrastando-se, mas não existe alegria.
Uma grande canção é possível, uma grande riqueza é possível, mas você precisa começar a investigar. E a melhor maneira de investigar a canção da própria vida é amar; essa é a verdadeira metodologia. Assim como a lógica é a metodologia para a ciência, o amor é a metodologia para o espírito. Assim como a lógica o torna capaz de se aprofundar cada vez mais na matéria, o amor torna capaz de se aprofundar cada vez mais na consciência. E, quanto mais fundo você for, canções mais profundas serão liberadas. Quando você atingiu o âmago do seu ser, a vida toda se torna uma celebração, uma completa celebração.
Osho

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celebre

CELEBRE
Pequenas coisas devem ser celebradas – o sorver o chá precisa ser celebrado. As pessoas do Zen criaram uma cerimônia do chá. Esse é o ritual mais belo já desenvolvido.
Existem muitas religiões e muitos rituais nasceram, mas não há nada como a cerimônia do chá – simplesmente sorver o chá e celebrá-lo! Apenas cozinhar o alimento e celebrá-lo! Apenas tomar um banho – deitar na banheira e celebrar; ou em pé, sob o chuveiro, caminhar com os pés descalços e deitar na grama, e celebrar. Essas são pequenas coisas – se você insistir em celebrá-las, o total de todas as suas celebrações será Deus. Se você me perguntar o que é Deus, direi: o total de todas as celebrações – celebrações pequenas e mundanas.
Um amigo vem e segura a sua mão ou te abraça. Não perca essa oportunidade – porque Deus veio na forma da mão, do abraço, na forma de um amigo. Uma pequena criança passa e ri. Não perca isso, ria com a criança – porque Deus riu através da criança. Você passa na rua e uma fragrância vem de um jardim. Pare ali por um momento e se sinta grato – porque Deus veio como fragrância.
Se você puder celebrar momento a momento, a vida se tornará religiosa – e não existe outra religião, não há necessidade de ir a qualquer templo, igreja ou sinagoga. Então, onde você estiver é o templo, e tudo o que você estiver fazendo é religião.
Osho

O ciclo dos sete anos

O ciclo dos sete anos
"A vida tem círculos de sete anos, ela se move em círculos de sete anos exatamente como a terra faz uma rotação em seu eixo em vinte e quatro horas. Ninguém sabe porque não são nem vinte e cinco nem vinte e três horas. Não há nenhum jeito de se responder isso. É simplesmente um fato. Assim, não me pergunte porque a vida se move em círculos de sete anos. Eu não sei. O máximo que eu sei é que ela se move em círculos de sete anos. E se você compreender esses círculos de sete anos, você compreenderá uma grande coisa sobre o crescimento humano.
Os primeiros sete anos são os mais importantes porque os alicerces da vida estão sendo assentados. É por isso que todas as religiões estão muito preocupadas em agarrar as crianças o mais rápido possível. Os judeus circuncidam as crianças. Que bobagem! Mas eles estão carimbando a criança como uma judia. Essa é uma maneira primitiva de carimbar. Ainda se faz isso com o gado aqui nas redondezas.
Aqueles primeiros sete anos são os anos em que você é condicionado, é preenchido com todos os tipos de idéias que irão atormentá-lo ao longo de toda a sua vida, que irão distraí-lo de sua potencialidade, que irão corrompê-lo, que nunca irão lhe permitir ver claramente. Elas sempre virão como nuvens diante de seus olhos e irão fazer com que tudo fique confuso. As coisas são claras, muito claras. A existência é absolutamente clara. Mas os seus olhos têm camadas e mais camadas de poeira.
E toda essa poeira foi arranjada nos primeiros sete anos de sua vida, quando você era tão inocente, tão confiante, que qualquer coisa que lhe fosse dita você aceitava como sendo verdadeira. E mais tarde, será muito difícil você descobrir tudo aquilo que entrou em seus alicerces. Terá se tornado quase parte de seu sangue, ossos, de sua própria medula. Você perguntará mil outras questões, mas você nunca perguntará a respeito dos alicerces básicos de suas crenças.
A primeira expressão de amor para com a criança é deixá-la absolutamente inocente em seus primeiros sete anos, sem condicionamento, deixá-la por sete anos completamente selvagem, uma pagã. Ela não deveria ser convertida ao hinduismo, ao islamismo, ao cristianismo. Qualquer um que esteja tentando converter a criança, não tem compaixão, é cruel, está contaminando a própria alma de um viçoso recém-chegado. Antes mesmo que a criança tenha formulado perguntas, ela já terá recebido respostas com filosofias , dogmas e ideologias pré-fabricadas. Essa é uma situação muito estranha. A criança não perguntou a respeito de Deus e você já está lhe ensinando. Por que tanta impaciência? Espere!
Se algum dia a criança demonstrar interesse por Deus e começar a perguntar a respeito, então tente dizer a ela não apenas a sua idéia sobre Deus, porque ninguém tem qualquer monopólio. Coloque diante dela todas as idéias de Deus que estiveram presentes em diferentes povos, em épocas diferentes, por religiões, culturas e civilizações diferentes. E lhe diga: 'Você pode escolher dentre essas aquela que mais lhe atrai. Ou você pode inventar a sua própria, se nenhuma estiver adequada. Se todas lhe parecerem defeituosas, e você achar que pode ter uma idéia melhor, então invente a sua própria. Ou se você achar que não há jeito de inventar uma idéia sem falhas, então abandone toda essa história, ela não é necessária. Um homem pode viver sem Deus.'
Não há qualquer necessidade de que o filho tenha que concordar com o pai. Na verdade parece muito melhor que ele não tenha que concordar. É assim que a evolução acontece. Se toda criança concordar com o pai, então não haverá qualquer evolução, porque o pai terá concordado com seu próprio pai, e todo mundo estará no ponto em que Deus deixou Adão e Eva: nus e expulsos do jardim do Éden. Todo mundo estará lá. O homem tem evoluído porque os filhos têm discordado de seus pais, dos pais de seus pais e de todas as tradições. Toda essa evolução é uma tremenda divergência com o passado. Quanto mais inteligente você for, mais você irá discordar. Mas os pais valorizam as crianças que concordam e condenam as que discordam.
Até os sete anos, se a criança puder ser deixada inocente, não corrompida pelas idéias dos outros, assim tornar-se-á impossível distraí-la de seu crescimento potencial.Os primeiros sete anos da criança são os mais vulneráveis. E elas estão nas mãos dos pais, dos professores, dos padres....
Como defender as crianças dos pais, dos padres e dos professores é uma questão de tamanha proporção que parece quase impossível de se fazer. Não é uma questão de ajudar a criança. A questão é proteger a criança. Se você tiver uma criança, proteja-a de si mesmo. Proteja a criança dos outros que possam influenciá-la, pelo menos até os sete anos, proteja-a. A criança é como uma pequena plantinha, fraca e suave. Um simples vento forte pode destruí-la, qualquer animal pode comê-la. Você põe um fio protetor ao redor dela, mas não a aprisiona, você está simplesmente protegendo-a.Quando a planta estiver maior, o fio será removido.
Proteja a criança de todo tipo de influência de modo que ela possa permanecer ela mesma. E isso é só uma questão de sete anos, porque então o primeiro círculo estará completo. Aos sete anos ele estará bem enraizado, centrado, forte o suficiente. Você não sabe o quanto uma criança de sete anos pode ser forte porque você só tem visto crianças corrompidas. Elas carregam os medos e a covardia de seus pais, mães e familiares. Elas não são elas mesmas.
Se uma criança permanecer sem ser corrompida por sete anos... Você ficará surpreso ao encontrar tal criança. Ela será tão afiada como uma espada. Seus olhos serão claros, seus insights serão claros. E você verá nela uma tremenda força que você não poderá encontrar nem mesmo num adulto de setenta anos.
Se você é um pai (ou mãe), você precisará muito dessa coragem para não interferir. Abra portas para direções desconhecidas de modo que a criança possa explorá-las. Ela não conhece o que ela tem dentro dela, ninguém sabe. Ela terá que tatear no escuro. Não faça com que ela tenha medo do escuro, não faça com que ela tenha medo do fracasso, não faça com que ela tenha medo do desconhecido. Dê a ela suporte. Quando ela estiver indo para uma jornada desconhecida, ofereça a ela todo o seu suporte, com todo o seu amor, com todas as suas bênçãos.
Não deixe que ela seja afetada pelos seus medos. Você pode ter medos, mas mantenha-os consigo mesmo. Não descarregue esses medos em cima da criança, porque isso será interferência.
Depois dos sete anos, no próximo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, algo novo é acrescentado à vida: os primeiros alvoroços da energia sexual da criança. Mas elas são apenas uma espécie de ensaio.
Ser pai é uma tarefa difícil. Assim, a não ser que você esteja pronto para assumir tal tarefa difícil, não se torne um pai. As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo. Você está trazendo uma vida à existência e todo o cuidado do mundo será necessário.
Agora, quando a criança começa a brincar com seus ensaios sexuais, é o tempo em que os pais mais interferem, porque foi assim que fizeram com eles. Tudo o que eles sabem é o que foi feito com eles, assim eles seguem fazendo o mesmo com as suas crianças. As sociedades não permitem ensaio sexual, pelo menos não permitiram até o século XX, exceto nas duas e três últimas décadas em alguns países muito avançados. Agora já existem escolas mistas para as crianças, mas em um país como a Índia, mesmo agora, a educação mista começa a surgir apenas no nível universitário.
O menino de sete anos e a menina de sete anos não podem estar no mesmo internato. E este é o momento para eles, sem qualquer risco, sem perigo de gravidez, sem que quaisquer problemas surjam para suas famílias; este é o momento em que lhes deveriam ser permitidas todas as brincadeiras.
Sim, isso terá uma conotação sexual, mas será só um ensaio, não se trata de um drama teatral verdadeiro. E se você não permitir a eles nem mesmo esse ensaio, de repente então, um dia a cortina se abrirá e o verdadeiro drama começará... E eles não saberão o que está acontecendo e não haverá nem mesmo aquela pessoa escondida no palco para lhes soprar o que devem fazer. Você terá bagunçado a vida deles completamente.
Esses sete anos, o segundo círculo da vida, são significantes como um ensaio. Eles se encontrarão, se misturarão, brincarão e se conhecerão. E isso ajudará à humanidade a se livrar de quase noventa por cento das perversões. Se às crianças dos sete aos quatorze for permitido estarem juntas, nadarem juntas, estarem nuas juntas, noventa por cento das perversões e noventa por cento das pornografias irão simplesmente desaparecer. Quem irá dar atenção a essas coisas?
Quando um garoto conheceu tantas garotas nuas, que interesse uma revista tipo Playboy poderá ter para ele? Quando uma garota tiver visto tantos garotos nus, eu não vejo qualquer possibilidade de existir curiosidade a respeito do outro. Isso simplesmente desaparecerá. Eles irão crescer juntos naturalmente, não como duas espécies diferentes de animais. É assim que eles crescem agora, como duas espécies diferentes de animais. Eles não pertencem à mesma espécie humana, eles são mantidos separados. Mil e uma barreiras são criadas entre eles, e não lhes permitem qualquer ensaio de sua vida sexual que está chegando...
Se você tiver feito o dever de casa direitinho, se você tiver brincado com sua energia sexual exatamente com o espírito de um desportista (e naquela idade este é o único espírito que você poderia ter), você não se tornará um pervertido, um homossexual. Todo tipo de coisas estranhas não virão à sua cabeça, porque você está se movendo naturalmente com o outro sexo e o outro sexo está se movendo com você. Não haverá qualquer bloqueio e você não estará fazendo nada errado com quem quer que seja. Sua consciência estará clara porque ninguém pôs nela idéias do que é certo e do que é errado. Você simplesmente está sendo o que você é.
Dos quatorze aos vinte e um o seu sexo amadurece. E isso é significante para se entender: se o ensaio tiver sido bom no período dos sete aos quatorze quando o sexo amadurece, acontece uma coisa muito estranha que você nem mesmo deve ter pensado a respeito, porque não lhe foi dada a oportunidade. Eu disse a você que o segundo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, deu a você um vislumbre de antes da peça teatral. O terceiro círculo de sete anos da a você um vislumbre do que vem depois.Você está ainda com garotas ou garotos, mas agora uma nova fase começa em seu ser: você começa a se apaixonar.
Não é ainda um interesse biológico. Você não está interessado em procriar, você não está interessado em se tornar marido ou esposa. Esses são os anos dos jogos românticos. Você está mais interessado na beleza, no amor, na poesia, na escultura, que são fases diferentes de romantismo.
Dos vinte e um aos vinte e oito é um tempo em que eles podem se acertar. Eles podem escolher um companheiro. E eles são capazes de escolher agora, através de toda a experiência dos dois círculos passados eles podem escolher o companheiro certo. Não há mais ninguém que possa fazer isso por você. Isso é algo como um pressentimento. Nenhuma aritmética, nenhuma astrologia, nenhuma quiromancia, nenhum I-Ching poderão fazer isso.
Isso é um pressentimento: entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam.
Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam. E o período mais agradável da vida vem dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra.
Dos trinta e cinco aos quarenta e dois, um novo passo, uma nova porta se abre. Se até os trinta e cinco você sentiu profunda harmonia, uma sensação orgástica e tiver descoberto a meditação através disso, então, dos trinta e cinco aos quarenta e dois vocês ajudarão um ao outro a ir mais e mais fundo na meditação sem sexo, porque o sexo neste ponto começa a parecer infantil, juvenil. Quarenta e dois anos é o tempo certo quando a pessoa deveria ser capaz de saber exatamente quem ela é.
Dos quarenta e dois aos quarenta e nove ela vai mais fundo e mais fundo na meditação, mais e mais para dentro de si mesmo, e ajuda o companheiro no mesmo caminho. Eles se tornam amigos. Não mais existe marido e não mais existe esposa. Esse tempo já passou. Isso já deu a sua riqueza para a sua vida. Agora existe alguma coisa mais alta, mais alta que o amor. Isso é amizade, um relacionamento de compaixão para ajudar o outro a ir mais fundo dentro de si mesmo, a se tornar mais independente, a se tornar mais só, como duas árvores altas, separadas mas ainda próximas uma da outra, ou dois pilares num templo suportando o mesmo teto, estando tão próximos e tão separados, tão independentes e tão sós.
Dos quarenta e nove aos cinqüenta e seis essa solitude se torna o foco de seu ser. Tudo no mundo perde o significado. A única coisa significante que permanece é essa solitude.
Dos cinqüenta e seis aos sessenta e três você se torna totalmente o que você está para ser: o florescimento potencial.
Dos sessenta e três aos setenta você começa a ficar pronto para deixar o corpo. Agora você sabe que não é o corpo, você sabe que também não é a mente. O corpo era conhecido como separado de você em algum lugar quando você tinha trinta e cinco anos. Que a mente está separada de você foi conhecido em algum lugar quando você tinha quarenta e nove anos. Agora, tudo mais foi deixado de lado exceto a auto observação. Só a pura consciência, a chama da consciência permanece com você, e isso é a preparação para a morte.
Setenta é a duração de vida natural para o homem. E se as coisas se moverem em seu curso natural, então ele morre com tremenda alegria, em grande êxtase, sentindo-se imensamente abençoado porque a sua vida não foi sem significado e que, pelo menos, ele encontrou o seu lar. E por causa dessa riqueza, dessa realização, ele é capaz de abençoar toda a existência.
Só por estar perto de tal pessoa, quando ela está morrendo, é uma grande oportunidade. Você sentirá, na medida em que ele deixa o corpo, algumas flores invisíveis caindo sobre você. Embora você não possa vê-las, você poderá senti-las."
OSHO - From Darkness to Light
Tradução: Sw.Bodhi Champak
Fonte: site www.oshobrasil.com.br
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/ciclo_sete_anos.htm

10 mandamentos - de osho

Em 1970 perguntaram a Osho pelos seus 10 mandamentos
Esta foi sua resposta:
1. Não obedeça a ordens, exceto àquelas que venham de dentro.
2. O único Deus é a própria vida.
3. A verdade está dentro, não a procure em nenhum outro lugar.
4. O amor é a oração.
5. O vazio é a porta para a verdade, é o meio, o fim e a realização.
6. A vida é aqui e agora.
7. Viva completamente acordado.
8. Não nade, flutue.
9. Morra a cada momento para que você possa se renovar a cada momento.
10. Para de buscar. O que é, é: pare e veja.
Osho, a cup of tea 123

DESCONDICIONAMENTO

O amor é um descondicionamento. Ele simplesmente leva embora os velhos padrões e não lhe dá novos.

O fato de pessoas que se amam se tornarem inocentes é muito freqüente – porque o amor aceita você. Ele nada exige de você, não diz: “Seja isso, seja aquilo.” O amor simplesmente lhe diz para ser você mesmo, que você é bom assim como é, que você é belo assim como é. O amor o aceita. Subitamente você começa a abandonar seus ideais, seus “deverias”, suas máscaras. Você abandona sua velha pele e novamente se torna uma criança.

O amor rejuvenesce as pessoas. Quanto mais você ama, mais jovem você fica. Quando você não ama, você começa a ficar velho, porque, quando você não ama, você perde contato consigo mesmo. O amor nada mais é do que entrar em contato consigo mesmo por meio do outro, de alguém que o aceita, de alguém que o espelha como você é.

O amor pode ser a situação certa na qual se podem abandonar todos os condicionamentos. O amor é um descondicionamento. Ele simplesmente leva embora os velhos padrões e não lhe dá novos. Se ele desse um novo padrão, ele não seria amor, mas política.

Osho
http://br.groups.yahoo.com/group/luz/message/26698

Confie apesar de todas as dúvidas

Confie apesar de todas as dúvidas
Buda diz: Faça o que você tem de fazer resolutamente... Mas, por resolução, ele não quer dizer vontade, como o significado comum nos dicionários. Buda é obrigado a usar as palavras de vocês, mas ele dá um novo significado às suas palavras. Por ‘resolução’ ele quer dizer “a partir de um coração decidido” - não a partir da força de vontade, mas a partir de um coração decidido. E lembre-se: ele enfatiza a palavra ‘coração’, não a mente. Força de vontade faz parte da mente. Um coração decidido é um coração sem problemas, um coração que não mais está dividido, um coração que chegou a um estado de tranqüilidade, de silêncio. Eis o que ele chama de “um coração decidido”.
“Faça o que tem de fazer resolutamente, com todo o seu coração”. Lembre-se da ênfase no coração. A mente jamais pode ser uma - por sua própria natureza ela é muitas. E o coração é sempre um - pela sua própria natureza ele não pode ser muitos. Você não pode ter muitos corações, mas você pode ter muitas mentes. Por quê? Porque a mente vive na dúvida e o coração vive no amor. A mente vive na dúvida e o coração vive na confiança. O coração sabe como confiar - é a confiança que o torna um. Quando você confia, de repente você fica centrado.
Daí a significância da confiança. Não importa se sua confiança é na pessoa certa ou não. Não importa se sua confiança será explorada ou não. Não importa se você será enganado por causa de sua confiança ou não. Há toda a possibilidade de você ser enganado - o mundo é cheio de enganadores. O que importa é que você confiou. É a partir de sua confiança que você se torna íntegro, o que é muito mais importante do que qualquer outra coisa. Não é uma questão de que primeiro você tem de estar certo se a pessoa é digna de confiança ou não. Como você estará certo? E quem vai pesquisar?
Será a mente, e a mente sabe somente como duvidar. Ela duvidará. Ela duvidará mesmo de um homem com Cristo ou Buda. Ela não pode nem ajudar a ela mesma.
Assim, lembre-se: confiar não quer dizer que primeiro você tem de pesquisar, que primeiro você tem de deixar as coisas certas, garantidas e, então, confiar. Isso não é confiança, isso realmente é dúvida - como você esgotou as possibilidades de duvidar, daí você confia. Se uma outra possibilidade de dúvida surgir, você duvidará novamente. Confie apesar de todas as dúvidas, apesar do que o homem é ou do que o homem vá fazer. Isso é do coração, vem do amor.
Quando você confia e ama com um coração decidido, isso traz transformação. Então, você nunca hesita. A hesitação simplesmente o mantém aos pedaços.
Dando um salto quântico, sem nenhuma hesitação ou apesar de todas as hesitações, você se torna íntegro. A hesitação desaparece e você se torna um. E tornar-se um significa libertar-se; libertar-se da própria multidão estúpida que existe dentro de você, libertar-se de seus pensamentos, desejos e memórias, libertar-se da própria mente.
Osho, The Dhammapada, #9, #1
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/confie.htm

Compromisso ou liberdade?

Compromisso ou liberdade?
Este é um dos problemas mais profundamente enraizados em toda união homem-mulher. O homem tem mais necessidade de liberdade do que de amor, e a mulher tem mais necessidade de amor do que de liberdade. Esse é um problema em todo o mundo, com todos os casais. A mulher não está preocupada com a liberdade. Ela está disposta a se tornar uma escrava, se ela também puder fazer do outro um escravo. Ela está disposta a entrar em qualquer compromisso, se o outro também for forçado a um compromisso. Ela está disposta a viver em uma prisão, se o outro estiver disposto a viver em uma escura cela.
E um homem está mesmo disposto a sacrificar o amor, se este se tornar muito arriscado para a sua liberdade. Ele gostaria de viver a céu aberto, mesmo sozinho. Ele gostaria de estar em um relacionamento amoroso, mas este se torna escuro e um aprisionamento. Portanto, esse é o problema.
Você precisa ficar ciente de que essa busca de demasiado compromisso ou de demasiada liberdade é imaturidade. Em algum ponto a pessoa precisa chegar a um acordo com a outra. Uma vez entendido que o homem precisa de mais liberdade, a mulher diminui sua demanda por compromisso. Uma vez entendido que a mulher precisa de compromisso, o homem diminui sua demanda por liberdade, e isso é tudo. Se você amar, estará disposto a se sacrificar um pouco. Se você não amar, será melhor se separar.
Osho, Above All don´t Wobble, #25

http://www.humaniversidade.com.br/boletins/compromisso_ou_liberdade.htm

Compreensão-osho

Compreensão
As pessoas que se amam podem se separar, mas a compreensão que foi ganha na companhia do outro sempre permanecerá como uma dádiva. Se você amar uma pessoa, o único presente valioso que você pode dar a ela é alguma dose de compreensão.
Converse com o seu parceiro e entenda que algumas vezes ele precisa ficar sozinho. E este é o problema: essa necessidade pode não acontecer ao mesmo tempo para vocês. Às vezes você quer ficar com a pessoa, e ela quer ficar sozinha - nada pode ser feito com relação a isso. Você precisará compreender e deixá-la sozinha. Às vezes você quer ficar sozinho, mas ela quer vir a você - diga-lhe que você não pode fazer nada!
Crie cada vez mais compreensão. É isto que falta aos parceiros amorosos: eles têm suficiente amor, mas nenhuma compreensão, absolutamente nenhuma. Por isso, nas rochas da incompreensão o amor que sentiam, morre. O amor não pode viver sem a compreensão. Sozinho, o amor é muito tolo; com a compreensão, o amor pode viver uma longa vida, uma grande vida - de muitas alegrias compartilhadas, de muitos belos momentos compartilhados, de grandes experiências poéticas. Mas isso acontece somente através da compreensão.
O amor pode lhe dar uma pequena lua-de-mel, mas isso é tudo. Somente a compreensão pode lhe dar uma profunda intimidade. E cada lua-de-mel é seguida pela depressão, pela raiva, pela frustração. A menos que você cresça em compreensão, nenhuma lua-de-mel ajudará; ela será como uma droga.
Assim, tente criar mais compreensão. E mesmo que um dia vocês se separem, a compreensão estará com vocês. Essa será uma dádiva do amor de um para com o outro.
Osho, For Madmen Only, # 26

http://www.humaniversidade.com.br/boletins/compreensao.htm

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pequeninas coisas da vida

Pequeninas coisas da vida
A alegria é o antídoto para o medo. O medo surge se você não desfruta a vida. Se você desfruta a vida, o medo desaparece.
Assim, seja positivo e desfrute mais, ria mais, dance mais, cante mais. Torne-se mais e mais jovial e entusiasmado com pequenas coisas, mesmo com coisas muito pequenas. A vida consiste em pequenas coisas, mas, se você puder trazer a qualidade da alegria a pequenas coisas, o total será extraordinário.
Assim, não espere que algo grandioso aconteça. Coisas grandiosas acontecem - não é que não aconteçam - mas não espere que algo grandioso aconteça. Isso só acontece quando você começa a viver coisas pequenas, comuns, do dia-a-dia com uma mente nova, com um frescor novo, com uma vitalidade nova, com um entusiasmo novo. Aos poucos você acumula, e esse acumulo, um dia explode em puro deleite.
Mas você nunca sabe quando acontecerá. Você precisa apenas continuar a coletar conchinhas na praia. A totalidade se torna o grande acontecimento. Quando você apanha uma conchinha, ela é uma só. Quando todas as conchinhas estão juntas, de repente, elas são diamantes. Esse é o milagre da vida.
Há muitas pessoas no mundo que perdem porque estão sempre esperando por algo grandioso. Não pode acontecer. Algo grandioso acontece somente através de pequenas coisas: comendo, tomando o café da manhã, caminhando, tomando banho, conversando com um amigo, sentado sozinho, olhando para o céu, ou deitado em sua cama sem fazer nada. A vida é feita de pequenas coisas. Elas são a verdadeira matéria da vida.
OSHO. A rose is a rose is a rose , #4
http://www.humaniversidade.com.br/boletins/pequeninas_coisas_da_vida.htm