A Coruja de Monte Suntria

Suntria é uma das denominações de Sintra...O Monte da Lua ...a coruja...sou eu!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Floral do Limão

O Floral do Limão
:: Conceição Trucom ::


Outro tratamento alternativo no qual aparece o nosso famoso limão, sendo que os efeitos curativos são proporcionados agora pelas propriedades sutis que contêm as flores do limoeiro.
Os "remédios florais" são infusões naturais ou essências florais extraídas de flores imersas em água pura sob a irradiação da energia solar ou, em países frios, pelo método de fervura. O interessante é que a flor é a parte mais sutil de uma planta e a proposta desta terapia alternativa e integrativa é que a essência floral trate exatamente a parte mais sutil do Ser humano, que é a sua Alma.
Os florais não atuam por obra de um princípio ativo - como nos remédios alopáticos - e sim por intermédio da energia vital específica de cada flor e a planta que a gerou. O remédio floral atua sobre os estados emocionais, fazendo com que o indivíduo desbloqueie alguns padrões de comportamento cristalizados (conscientes ou não), facilitando que passe a agir em ressonância com uma vibração mais positiva e construtiva.
Os efeitos poderão ser notados rapidamente, dependendo do acerto das essências florais selecionadas para interferir nos sintomas percebidos.Os primeiros florais foram os criados pelo Dr. Bach, entre 1926 a 1934, que esperava que cada ser humano pudesse finalmente descobrir dentro de si a verdadeira origem dos males que o afligiam, indo buscar antes a causa e não o efeito, procurando nas emoções e na mente - na Alma - as desarmonias que o bloqueiam em sua evolução.
A Terapia Floral é suave, não invasiva e afirma que não existem doenças e sim doentes, e a remoção consciente das emoções desarmoniosas, dos preconceitos e dos traumas é o verdadeiro método de cura. A doença é evitável quando a Alma encontra-se desempenhando sua missão.
Segundo o Dr. Bach, as doenças básicas do Ser humano são o orgulho, o ódio, a crueldade, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição. A persistência nestes desvios, após ciência de sua natureza nociva, ocasiona no corpo o que se convencionou chamar de doença.
É fundamental procurar tratar primeiramente os sintomas mais graves e intensos, pois, no decorrer do tratamento, os aspectos secundários serão também harmonizados.
Aprecio as receitas florais preparadas a partir de métodos não convencionais de diagnóstico, como a radiestesia, que pode mostrar aspectos da personalidade não conscientes. Isso é normal, visto que a maioria das nossas desarmonias encontra-se em sua essência no nível subconsciente, e é justamente aí que as essências florais irão atuar.
Onde se aplica o Floral do Limão?
Veja o que fala a autora Neide Margonari, famosa por sistema Saint Germain, seus cursos e atendimentos com florais: “Indicado para a personalidade amarga, de índole destrutiva, o Floral do Limão trabalha o despertar da consciência com relação ao sofrimento que provocamos em nós e nos outros com essas atitudes negativas”.
Útil também para a personalidade que se encontra na polaridade oposta, que carrega a tristeza, a mágoa e o sentimento da amargura gerado pelo outro.
O valor terapêutico do Floral do Limão é enorme, por ser um poderoso depurativo do sangue, com ação rápida na cura das gripes, resfriados e problemas de baixa resistência imunológica. Sem dúvida, ele interfere e trata desequilíbrios emocionais já cristalizados no corpo físico. Desta forma, ele ajuda na dissolução de cristais de ácido úrico, como também na de cálculos biliares ou vesicais.
Com ação bactericida, colabora com o extermínio de bactérias, realizando um tratamento preventivo em pessoas propensas a quadros infecciosos. Como ele trabalha o positivismo e bom astral, apresenta bons resultados em processos de convalescença.
O Floral do Limão atua beneficamente em mais de cento e cinqüenta doenças. Para se ter uma idéia, basta observar a relação que algumas enfermidades têm com desequilíbrios emocionais, como aqueles que nos causam amargura e mágoa, que são: problemas de pele, hemorragias, acidez em geral, envenenamentos, distúrbios nervosos, insônia, epilepsia, esterilidade, astenia, bócio, caspa, vermes intestinais, varíola, úlceras gástricas, mau hálito, gengivite, adenite, afonia, afta, amenorréia, amidalite, anemia, angina do peito, apoplexia, arteriosclerose, artritismo, cãibras, dor ciática, congestão geral, diabetes, difteria, estomatite, faringite, febre, flebite, frieiras, furunculose, gota, etc”.
A diferença neste tipo de tratamento é que ele acontece de forma muito sutil, através do uso de formulações com essências florais e, logicamente, integrado com outras técnicas terapêuticas. A desintoxicação do corpo físico e dos bloqueios emocionais e mentais pode ser acelerada pelo uso do Floral do Limão, principalmente se associado com a Aromaterapia e a Cromoterapia.
Caso você conheça um bom profissional desta área, e apresente algum destes distúrbios, recomendo que solicite um Floral que contenha em sua fórmula o Floral do Limão.Lembre-se: mesmo que a doença pareça cruel, ela no fundo existe para fornecer uma informação importante sobre quais pontos da nossa personalidade devem ser verificados e harmonizados. A doença é um mestre.

Preparo do Floral do Limão:
A Tintura Mãe
Material:
½ litro de conhaque (brandy),
½ litro de água pura de nascente ou de água mineral de boa qualidade,
1 taça de cristal boca larga (uns 25 cm de diâmetro) incolor e lisa,
1 funil de vidro, algodão e 1 frasco de 1 litro e cor âmbar.

Nota: A pureza da água é muito importante. O Dr. Bach usava sempre água de fonte "cortada" com 30% de um bom conhaque para aumentar sua vida útil, sobretudo em climas quentes como o do Brasil.
Na noite anterior, fazer uma refeição leve, tipo um chá ou suco desintoxicante. Levantar cedo, sendo fundamental estar bem física e emocionalmente. Importante que este preparo aconteça num dia pleno de sol.
Bem cedo pela manhã (ao alvorecer), escolher as flores que serão usadas pela sua cor, integridade, consistência, força da árvore e o que a intuição ditar. Não colher flores com manchas, fungos ou insetos, porque podem ser prejudiciais à saúde.
As flores devem estar abertas completamente e observar que sejam colhidas antes da polinização, ou seja, antes que as abelhas as visitem. Após a polinização a flor começa a "virar" fruto e os princípios ativos podem deslocar-se.
Levar a taça de cristal já com a água pura para receber as flores escolhidas.
Praticar uma oração em silêncio durante esta colheita, pedindo licença à natureza, e focando-se na intenção de cura. Neste dia, o silêncio irá sustentar a motivação de compartilhar com as flores o seu poder de cura.
Assim, a taça repleta das flores colhidas e imersas na água pura deverá ser deixada bem próxima do limoeiro de origem, ou num lugar onde o sol bata diretamente, até às 16 horas, momento de retornar para coletar a água energizada com a essência floral.
Retirar com delicadeza as flores da taça e devolvê-las ao pé do limoeiro de onde foram colhidas.F
iltrar a água floral, usando o funil com algodão, já coletando o filtrado para o frasco de cor âmbar.
Ao som de uma oração ou mantra, agitar este frasco, no sentido vertical, 144 vezes, para ser dinamizado.
Acrescentar o ½ litro de conhaque.
Esta é a Tintura Mãe, que contém 50% da água floral solarizada e 50% de conhaque (conservante).

O Floral
O floral para ser consumido em tratamentos deve ser uma diluição da Tintura Mãe obtida anteriormente.
Num frasco escuro de 30 ml com tampa conta-gotas colocar 10 ml de conhaque, 20 ml de água pura e 2 gotas da Tintura Mãe. O Floral deve ser consumido, pingando de 4 a 6 gotas sob a língua, 4 vezes ou mais por dia.
O cuidado deve ser em não encostar a língua na cânula do conta-gotas para não estragar o floral com o suco gástrico. O vidrinho deverá ser de cor âmbar para proteger contra os efeitos dos raios ultravioleta, que podem provocar o envelhecimento acelerado da água.
Este Floral pode e deve ser usado também no preparo de fórmulas para tratamento de ambientes.

Texto extraído do livro “O poder de cura do Limão – um guia de medicina caseira” - Editora Alaúde. Reprodução permitida desde que citada a fonte.Para adquirir seu floral do limão entre em contato com a Performance: 11 5591.7000.
Conceição Trucom é química, cientista e escritora sobre temas voltados para a Alimentação Consciente, Meditação e autoconhecimento. Participe de suas palestras. e Conheça suas publicaçõesAdquira seu mais recente livro sobre Alimentação Desintoxicante, visitando o Site.Email: mctrucom@docelimao.com.br
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4831

A Abelha e o mel - geleia real, propolis, pólen

A Abelha e o mel

Favo de mel e abelhas
O complexo mundo das abelhas sempre nos fascinou. Com este artigo iniciamos uma viagem sobre a relação entre o Homem e as abelhas que nos levará por caminhos de beleza e conhecimento.
Cristina Pereira
A Apiterapia é uma ciência tão antiga como a própria história do Homem, consistindo na aplicação dos produtos da colmeia no tratamento e manutenção da saúde humana.

O complexo mundo das abelhas, exerceu desde sempre um grande fascínio sobre o Homem. Pinturas rupestres, datadas do período Pleistocénico comprovam este mesmo interesse, retratando o Homem como recolector e consumidor de mel.

A utilização dos produtos da colmeia no tratamento de doenças e infecções diversas parece ser, também, bastante antiga. De facto, alguns testemunhos credíveis falam do uso do pólen como estimulante sexual por sacerdotes assírios, 3000 A.C. Na Índia, no Zimbabué e no Antigo Egipto também se podem encontrar exemplos desta utilização.

No início da era cristã vários escritos gregos e romanos falam sobre os poderes curativos e cicatrizantes da própolis. Os vários tratados médicos, do século XII ao século XV, mencionam o uso medicinal do mel, da cera e da própolis.

Na época contemporânea e nos países ocidentais o valor da apiterapia decaíu, e é apenas a partir da segunda metade da década de 50 que, nos países da antiga União Soviética, começam a aparecer alguns medicamentos elaborados à base de produtos apícolas, principalmente geleia real.

A Apiterapia tem suscitado um crescente interesse por parte do público consumidor (mercê do desenvolvimento da fitoterapia), público esse que está disposto a pagar um preço mais elevado por produtos de primeira qualidade e no seu estado natural.

MEL

A composição química do mel depende de vários factores, dos quais se salientam: a espécie de abelhas, tipo de solo e de flora e o estado fisiológico da colónia.
De um modo geral podemos dizer que o mel é constituído por três componentes essenciais: água (17%), glúcidos (80%) e substâncias diversas (3%), como aminoácidos, proteínas, enzimas, ácidos orgânicos e matérias minerais .
A cor do mel reflecte a sua composição, sendo tanto mais escuro quanto maior é o teor de substâncias minerais presentes.

Alguns dos produtos utilizados pelo Homem no combate a agentes causadores de doenças nas abelhas, podem contaminar o mel. O uso destes medicamentos, pela sua acção profiláctica e estimulante da vida da colónia, provoca antibiorresistências, exigindo o emprego de doses sempre maiores de fármaco, aumentando progressivamente os riscos de poluição do mel pelos seus resíduos. Outro problema que convém frisar é a poluição do mel por pesticidas. De um modo geral, a concentração encontrada não parece constituir riscos para a saúde humana.

Propriedades terapêuticas do mel:

O mel é fundamentalmente reconhecido como elemento energético, devido à sua composição em açúcares simples, facilmente absorvidos e transformados em energia pelo nosso organismo. A elevada concentração de açúcares presentes no mel, conjuntamente com a sua acidez, inibem a proliferação de agentes patogénicos. Assim, é-lhe reconhecido êxito no tratamento de: queimaduras, úlceras e feridas de difícil cicatrização, onde exerce a sua acção analgésica, anti-inflamatória e estimulante da reprodução celular.

A presença conjunta do cálcio, fósforo e magnésio fortalece a consistência óssea e favorece a tonificação muscular. O ferro em combinação com outros elementos, normaliza a composição sanguínea, enquanto que o potássio é responsável pela regularização do sistema vascular.

As enzimas presentes no mel estimulam o processo digestivo e têm acção benéfica em múltiplos processos metabólicos, no nosso organismo.

O mel pode ainda ser utilizado na profilaxia e terapia da gripe, pois torna o organismo mais resistente às infecções causadas por bactérias e vírus. Possui também poder anti-séptico e bacteriostático, inibindo o crescimento e desenvolvimento das bactérias.

Investigações recentes revelaram que diversos elementos constituintes do mel e da própolis têm propriedades anti-cancerígenas, apesar de não se saber como actuam no combate e destruição das células cancerígenas já existentes.

O mel pode ser administrado:

a) por via oral, curando ou reduzindo os transtornos intestinais, as úlceras do estômago, as insónias, males da garganta e certas afecções cardíacas;

b) em uso externo, cura queimaduras, feridas e afecções rinofaríngeas, graças à inhibina que lhe confere propriedades bactericidas;

c) em injecção intravenosa, onde o mel é preparado especialmente com o objectivo de combate à icterícia e desregulações na eliminação de urina.

É importante na alimentação infantil, pois facilita a retenção do cálcio, activa a ossificação e saída dos dentes e é ligeiramente laxante. No entanto, em pessoas sensíveis pode provocar urticária.

ALGUMAS PROPRIEDADES DOS MÉIS MONOFLORAIS

Mel de cidreira

Efeitos calmantes no geral. Acção antiespasmódica, adstringente e soporífera.

Mel de urze

Propriedades antirreumáticas, diuréticas e de protecção contra os cálculos biliares.

Mel de eucalipto

Indicado nas afecções das vias respiratórias. Tem também efeitos balsâmicos.

Mel de alecrim

Efeitos benéficos no reumatismo, gota, cirrose, epilepsia, vertigens e síncopes.

Mel de azinheira

Propriedades antiasmáticas, contra afecções nos brônquios e nos pulmões.

De tudo o que foi referido anteriormente, é importante reter que o mel, sendo um alimento natural com um largo espectro de aplicações, deve ser mantido o mais puro possível, o que significa que, devem ser evitadas quaisquer acções que levem à introdução na sua composição, de substâncias que possam diminuir e/ou alterar as suas propriedades energéticas e mesmo farmacológicas.
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=139&iLingua=1

Geleia real: Alimento de Rainhas
Neste artigo falamos da geleia real, substância produzida pelas obreiras para alimentar a rainha e de reconhecido valor terapêutico em casos de stress e depressão.
Cristina Pereira
A geleia real é um produto segregado pelas glândulas hipofaríngeas das obreiras e serve de alimento à abelha rainha durante toda a sua vida, larvar e adulta. Pode ser descrita como uma substância cremosa, de aspecto leitoso, fortemente ácida (pH=3.6), com um leve odor pungente e gosto amargo.

É constituída por cerca de 65-70% de água, 4.5-5% de gorduras, cerca de 1% de cinzas, 11-14% de proteínas e 11-16% de hidratos de carbono. A geleia real é caracterizada pela sua riqueza em vitaminas, especialmente o ácido pantoténico-vit B5. Tem um factor antibiótico (ácido 10-hidroxidecenóico), diferente do do pólen, activo contra várias bactérias e fungos.

PROPRIEDADES TERAPEUTICAS DA GELEIA REAL
larvas de abelha rainha com geleia real


O uso de geleia real em apiterapia e cosmética é muito diverso. Constitui um importante ingrediente de muitos produtos cosméticos. Considera-se que a acção benéfica que esta exerce sobre a pele se deve às vitaminas que contém, sobretudo ao ácido pantoténico e às hormonas.

A sua absorção dérmica estimula o metabolismo celular, diminui a secura e os edemas, activa a circulação periférica e aumenta a renovação do oxigénio celular; normaliza o funcionamento das glândulas sudoríporas e sebáceas e activa a formação e conservação do colagénio.

Estudos científicos, mostraram que a geleia real regulariza o metabolismo, exerce uma acção diurética, aumenta a resistência do organismo às infecções, enriquece a composição sanguínea, regulariza o funcionamento das glândulas endócrinas e utiliza-se com sucesso em caso de arterioesclerose e insuficiência coronária.
Alguns estudos apontam para a existência de hormonas sexuais na geleia real. Injecções de substâncias do extracto de geleia real a ratos (fêmeas) durante cinco dias, provocaram um aumento do peso dos animais e a intensificação da actividade folicular dos ovários. Assim, a geleia real parece exercer uma acção positiva sobre as astenias sexuais.

O uso de geleia real é também aconselhado em casos de fadiga, stress e depressão, pois permite uma recuperação das forças, um aumento do apetite, alegria e uma sensação de euforia.

A sua aplicação parece sortir melhores efeitos nas crianças e nos idosos, não provocando alergia, habituação ou toxicidade. Tem também um efeito positivo nos distúrbios provocados pela menopausa.
CONSERVAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DA GELEIA REAL

A geleia real pode ser conservada pura, misturada com mel ou liofilizada. No entanto, devido à sua composição, a geleia real é dificilmente conservada, sendo afectada pelo oxigénio do ar e pela luz. Quanto maior for a temperatura, maiores parecem ser as transformações nefastas. A geleia real pura deve ser guardada em frascos de vidro escuro, ou em recipientes de plástico opacos, hermeticamente fechados, a uma temperatura que ronde os 0ºC. O uso de recipientes de metal não é aconselhado pois os ácidos presentes na geleia real atacam o metal.

No estrangeiro, a geleia real é frequentemente administrada em injecções subcutâneas e intramusculares e por via oral (misturada neste caso com mel e pólen). A via oral não parece ser a mais adequada,uma vez que, o pH do suco gástrico pode tornar inactivas as propriedades curativas da geleia real. Assim, a absorção sublingual, na qual uma pequena porção de geleia real é depositada sob a língua, parece ser a mais eficaz; há uma rápida absorção pela corrente sanguínea, sem passagem pelo estômago.

Mais recentemente foi introduzida no mercado a geleia real em ampolas bebíveis, as quais têm obtido grande sucesso, devido à sua facilidade de toma, melhor sabor e fácil conservação. Esta forma líquida permite a incorporação de infusões e extractos de plantas medicinais que complementam as múltiplas acções da geleia real.

As doses diárias aconselhadas variam entre 5 a 100mg de geleia real pura ou misturada com mel e 500-800mg de geleia real pura.

Um tratamento de manutenção utiliza 200mg de geleia real por 125g de mel, enquanto um tratamento de choque usa 1g geleia real por 125g de mel.


http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1683&iLingua=1


Própolis

Pontes de propolis à entrada da colmeia

Sabe o que é a própolis? Trata-se de uma substância resinosa que as abelhas recolhem de algumas plantas. É dos produtos da colmeia o que inclui maior campo de aplicações terapêuticas.
Cristina Pereira
A própolis é um produto resinoso que as abelhas recolhem de certas partes da planta, especialmente dos gomos florais e foliares. Usam-na para tapar buracos e fendas existentes na colmeia, para revestir o interior das "células de cria", para estabilizar a temperatura e humidade da colmeia e para mumificar cadáveres.

A cor da própolis é variável consoante a proveniência, e vai desde o amarelo claro ao castanho escuro, quase preto. O sabor é normalmente acre. O odor também varia com a origem.

A composição química da própolis é muito complexa, e, varia de amostra para amostra. Em termos médios tem 30% cera, 55% de resinas e bálsamos, 10% de óleos voláteis e 5% de pólen.

Como é sensível à luz, deve ser conservada em frascos de vidro opacos e em local fresco.
PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DA PRÓPOLIS

No campo da apiterapia este é o produto que reune as principais propriedades farmacológicas, com alto valor terapêutico, largo campo de actividade e maior eficácia nos tratamentos clínicos pesquisados.

Algumas das substâncias presentes na própolis têm acção bacteriostática e bactericida. O ácido felúrico, recentemente detectado na sua composição, tem uma notável acção bactericida sobre os microorganismos gram-negativos. É ainda de assinalar a presença de ácido caféeico, dotado de acção antifúngica.

Desde sempre que a própolis foi usada como cicatrizante, sob a forma de pomada, graças à sua notável capacidade de estímulo da regeneração dos tecidos, em caso de feridas e chagas. Assim, é recomendada a sua aplicação no tratamento de psoríase e de herpes zona. Em se tratando de psoríase a ingestão duma solução aquosa à base de própolis é também comum.

A inalação de própolis ou a administração em xarope com mel, em situações de rinofaringite e em outras afecções das vias respiratórias parece ter uma acção benéfica. Também nas laringites e faringites o seu poder curativo é notável.
A própolis tem uma grande aplicação em odontologia, pelo notável efeito que exerce nos casos de inflamação das gengivas e do céu da boca, especialmente se for aplicada em solução alcoólica ou mastigada em bruto. Melhora rapidamente as gengivites e possui poder anestésico.

A presença de ácidos gordos insaturados e de zinco, magnésio e potássio na própolis, contribuem para diminuir a fragilidade capilar e controlar a tensão arterial sistólica e diastólica.

Estudos efectuados por cientistas russos, mostram que a fracção hidrossolúvel da própolis parece ter uma acção de inibição da replicação viral e aumento da resistência às infecções virais. Outros estudos levados a cabo por este grupo de cientistas, em ratos, apontam para um aumento das defesas do organismo hospedeiro a bactérias e a fungos.

Em cosmética, a própolis pode ser incorporada em preparados para aplicação tónica, de modo a combater as infecções da pele.

COMERCIALIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DA PRÓPOLIS

A própolis em pó puro existe no mercado da especialidade em:

- cápsulas
- carteiras de alumínio com 10g própolis em pó
- cápsulas de própolis em pó+pólen liofilizado
- cápsulas de própolis em pó+geleia real liofilizada
- própolis para mascar

O paladar desagradável da própolis, leva a que seja administrado preferencialmente através de cápsulas, especialmente no tratamento de infecções das vias digestivas e urinárias.

A própolis pode ainda ser utilizada na forma de xarope, mais indicada para o tratamento das infecções das vias respiratórias.

Em cosmética a própolis é incorporada em preparados de aplicação tónica.

TOXICIDADE E ALERGIA

São de assinalar algumas reacções alérgicas, devidas à própolis, mais frequentes no caso de pessoas tendencialmente alérgicas. Estas reacções, parecem estar relacionadas com a forte presença de alergénios nas resinas das plantas das quais as abelhas trazem a própolis. Se o tratamento for prolongado ou a dosagem for elevada os riscos aumentam, podendo provocar diarreias ou irritações da cavidade oral. Nestes casos, deve-se parar imediatamente o tratamento.

ALGUMAS "MÉZINHAS"

After-shave de Própolis
Extracto de própolis.........5%
Alcoól etílico a 80%.........60%
Óleo de rícino...............3%
Óleo de essências............0.5%

Sabão de Própolis e Mel
Própolis.....................3.5%
Mel..........................2%
Sabão rosa ou azul...........90%
Óleo de essências............0.5%
Água destilada...............2.5%

Unguento de Própolis
Extracto de própolis a 20%...10%
Cera de abelhas..............5%
Lanolina.....................10%
Banha........................75%

Nota: primeiro derretem-se em banho maria a cera e a banha e depois acrescenta-se a lanolina e o própolis.


http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1645&iLingua=1


O Pólen


O pólen é o elemento masculino da fecundação das flores. As suas aplicações na farmacologia, alimentação humana e cosmética são inúmeras.
Cristina Pereira e António Mantas
O pólen é um importante elemento da rentabilidade de uma colmeia. As suas aplicações, para além do importante papel na fecundação das flores e na alimentação das abelhas, são múltiplas como seja em farmacologia, na alimentação humana e em cosmética.
O pólen é o elemento masculino da fecundação das flores. A sua união ao gâmeta feminino dá lugar à formação do fruto e de sementes. É um pó muito fino que as abelhas recolhem e transformam em grãos transportando-o para a colmeia. Tem uma coloração e forma que depende da planta onde é obtido, podendo ser amarelo ou acastanhado, branco, violeta ou negro e arredondado, poliédrico, globular, etc.

Com o pólen, água, néctar e saliva delas próprias, as abelhas formam uma pasta que serve de alimento às larvas durante a fase final do período de desenvolvimento e também às abelhas jovens. Sem esta mistura as abelhas novas não produzem a geleia real, produto de elevado teor proteíco, que alimenta as larvas nos três primeiros dos seis dias de desenvolvimento e as abelhas rainha durante todo o seu período de vida.

Enquanto polinizadoras, as abelhas têm uma importante função ecológica e económica, uma vez que a sua intervenção no processo de polinização o torna mais eficaz que a de outros insectos ou do vento. Há culturas em que a introdução de colmeias na época de floração induz produtividades acrescidas de 20 ou 30 %.
O pólen tem um elevado valor nutritivo com uma composição aproximada de 40% de hidratos de carbono, 35% de proteínas, 5% de água, 5% de lípidos e 5 a 15% de outras substâncias. Na sua composição entram inúmeros aminoácidos (histidina, leucina, isoleucina, triptófano, valina, lisina e alguns outros) e algumas vitaminas do complexo A, B, C, D e K. O pólen contém ainda substâncias antibióticas, activas sobre todas as espécies de Colibacilos e certas espécies de Proteus e Salmonellas.

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DO PÓLEN

O pólen é uma substância rica em aminoácidos e minerais. Importante também é o seu teor em hidratos de carbono, que o tornam um alimento energético, enquanto que as suas vitaminas e minerais são estimulantes das defesas do organismo.
O pólen tem uma acção reguladora das funções intestinais, ao nível de diarreias crónicas com origem interna e resistentes aos antibióticos.
É um dos poucos elementos naturais ricos em vitamina P que, fortalece e dilata os vasos capilares do sistema vascular sanguíneo, ajudando o sistema circulatório em geral (juntamente com a vitamina C) e, em particular, o sistema cardiovascular. Deste modo, contribui para desencadear uma estimulante sensação de euforia, sendo particularmente efectivo em crianças, estudantes, idosos e convalescentes.

No caso de crianças anémicas, o pólen provoca uma rápida elevação da taxa de hemoglobina no sangue.
A presença de enzimas dotam-no de uma grande capacidade de estimulação do metabolismo celular, enquanto que, a presença de ácidos gordos insaturados e oxirredutores, impede a formação de placas de colesterol.

O pólen possui propriedades desintoxicantes, pelo que pode ser empregue como coadjuvante nos tratamentos antialérgicos. É hoje componente importante de vigorizantes, anti-anorréxicos e anti-inflamatórios.

Em cosmética é utilizado puro ou associado a outros produtos (apícolas ou não), no fabrico de cremes e loções para a pele e cabelo.
Assim, o pólen pode ser utilizado em casos de fadiga física e psíquica, estados depressivos, transtornos intestinais, perda de apetite, anemias, hipertensão e arteriosclerose cerebral. Podemos dizer que, o pólen tonifica, estimula, reequilibra e desintoxica.
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1742&iLingua=1

AS BOLOTAS

AS BOLOTAS



Algumas receitas com bolotas

um dos principais alimento dos povos ancestrais lusitanos e que apesar de ser um fruto que caiu em desuso com o passar dos séculos ainda é consumido em algumas regiões rurais portuguesas.

“O fruto da sobreira chama-se lande (popularmente landre, alandia) e daí se formou Landal, Landeiro, Landeira: as landes servem de alimentação aos porcos nos montados alentejanos; só em certos casos as comem as pessoas.
O fruto da azinheira, que é doce ou amargo, chama-se bolota ou boléta (Alentejo), e, se serve igualmente para os porcos, entra também, quando é doce, na alimentação da gente (comem boléta no Alentejo, do mesmo modo que nos terrenos de castanha os respectivos povos comem estas).
O fruto (do carvalho) destinado a engorda de porcos, chama-se (analogamente ao do sobreiro e da azinheira) lande ou landre, bolota ou boleta, conforme as localidades, (apresenta-se) inserido numa cúpula.”José Leite de Vasconcelos: Etnografia portuguesa.

 Actualmente as bolotas e desde há algumas décadas não são um produto que tenha um mercado que justifique a sua produção para usos culinários e são utilizadas na sua maioria para alimentar porcos e outros animais. Todavia a bolota já foi um dos alimentos principais na dieta de alguns povos como os Lusitanos. Os Lusitanos para contornarem a escassez de cereais no Inverno, Colhiam as bolotas no Outono, transformavam-nas em farinha para produzir pão. Esta farinha uma vez seca, pode ser conservada durante todo o Inverno.

“Na quarta parte do ano não se mantêm senão de bolotas, que secas e trituradas, se moem para fazer pão, o qual pode guardar-se por muito tempo” Estrabão

A bolota apesar de conter taninos o que lhe confere um gosto um pouco amargo, é um fruto que continua a ser consumido e apreciado por algumas pessoas da região do Alentejo, em especial do Baixo-Alentejo. Infelizmente o uso tradicional culinário da bolota tem-se vindo a perder com o passar dos anos e é quase impossível conseguir bolotas nos grandes centros urbanos mas, aqui ficam algumas receitas que não caíram no esquecimento e continuam a ser confeccionadas pelas gentes do sul de Portugal. Para quem nunca teve a oportunidade de consumir bolotas aconselhamos vivamente que o façam pois para além de serem uma parte importante da nossa cultura gastronómica é um alimento saboroso e óptimo com vários nutrientes, vitaminas e proteínas.

Bolotas Assadas
As Bolotas podem ser comidas cruas, mas é comum serem assadas nas brasas das lareiras. As bolotas doces podem ser consumidas cruas e assadas sem qualquer problema, contudo nas bolotas amargas devem-se neutralizar ou eliminar os taninos.
O consumo de bolotas assadas ou cozidas é ainda bastante comum nas populações rurais de Portugal.

Receita do Pão/Bolo de bolota
A Farinha:
Apanhar bolotas doces.Tirar a casca e pôr de molho vários dias, mudando de água frequentemente.Cozer longamente em água. Os taninos irão tingir a água de vermelho. Recomeçar até que água saia clara. Este passo é fundamental para que os pães não fiquem amargos nem indigestos.Moer então as bolotas numa mó manual, à romana, (ou qualquer outro método mais moderno), até obter uma farinha.

O Pão:
Para fazer os bolos, seguir uma receita comum do pão (farinha de bolota, água, sal, fermento). Pode torná-la mais atractiva, tal como o fariam os lusitanos, incorporando mel, frutos secos ou um pouco de azeite, já à moda Romana.
(Fonte: Fórum Gastronomia)
*Pode-se adicionar farinha de milho ou de trigo para tornar o pão mais saboroso.

Sopa de Bolotas


Prepare uma sopa comum de feijão e batata mas substitua a batata por bolotas. As sopas em Portugal em tempos tiveram todas na sua base castanha e bolotas, mas depois dos descobrimentos e da introdução da batata em Portugal, esta substituiu as tradicionais castanhas e bolotas.

Queijinhos de bolota
 
Esta receita pertence ao livro de Soror Maria Leocádia Tavares de Sousa que professou no Convento da Conceição de Beja.
Ponha 500 g de açúcar em ponto de cabelo e deite 500 g de bolota, pelada e ralada. Junte uma clara de ovo e um pouco de canela. Retire do lume depois de ferver e deixe arrefecer. Com esta massa fina, molde com as mãos uns queijinhos, metendo no meio recheio de ovos-moles.
(Fonte: Sociedade agrícola do Freixo do Meio)

Doce de Bolotas

Cozem-se as bolotas e após estarem bem cozidas, retira-se a casca e a pele. Moem-se as bolotas e pesam-se. Levam-se as bolotas novamente ao lume com um pouco de água e com açúcar equivalente ao peso das bolotas. Deixa-se ferver alguns minutos até secar.Serve-se em taças com alguns frutos secos, ou utiliza-se como compota para recheio de bolos, barrar em pão…

Azevias


Pensa-se que as azevias eram também elas originalmente recheadas com um doce de bolotas pisadas com mel ao qual era adicionado grão, chila ou feijão.
http://tradicoesvivas.blogspot.com/2008/09/as-bolotas.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Bolo de boleta ou bolota

Bolo de Belota


Massa de pão (com farinha de bolota),
1 kg de farinha,
8 ovos,
500 g de açúcar
e canela.

Junte a massa do pão com a farinha. De seguida, acrescentam-se os ovos, o açúcar e a canela. Amassa-se tudo muito bem com as mãos. Barre uma forma com banha e farinha, deite o preparado e leve ao forno.
http://www.tudoben.com/gastronomia/receitas/bolo_belota.asp

Bolo de Bolota
1 kg de bolotas, peladas e trituradas
750 g de açúcar (se a bolota for doce) ou 1 kg (se for amarga)
125 g de chocolate em pó
2 gemas de ovos
Amassam-se muito bem todos os ingredientes. Tendem-se bolinhos pequenos, a que podem dar-se diferentes formatos. Por fim, envolvem-se em açúcar e colocam-se em forminhas de papel frisado.
3ºano, turma A
(receita confeccionada na comemoração do Dia de S. Martinho)

Pão de castanhas

Pão de castanhas


300gr de farinha de castanhas
2 c. sopa de azeite
sal
50gr de passas de uva
30gr de pinhões
1 raminho de alecrim

Deite numa tigela a farinha de castanhas, adicione 1 colher de sopa de azeite e sal; bata com uma batedeira manual e adicione, pouco a pouco, 1/2 litro de água, aproximadamente, até ficar uma massa bem líquida.
Lave as passas, pique-as e adicione-as à mistura. Unte uma forma baixa e larga com um pouco de azeite, deite a mistura com uma espessura aproximada de 2 cm, cubra com os pinhões e as folhas de alecrim, borrife com um pouco de azeite e leve a forma ao forno durante 1 hora, à temperatura de 200ºC; formar-se-ão pequenas gretas na superfície e uma crosta estaladiça. Sirva morno ou frio se preferir.
http://www.quiosquedasideias.com/index.php?topic=4490.0

Plasticina natural

Plasticina natural

Certamente que os seus filhos gostam de brincar com plasticina. Se não tiver em casa faça-a com produtos naturais. Para tal, misture uma chávena de sal com duas de farinha e junte água até fazer uma pasta. Adicione corante de cozinha para lhe dar um tom e irá proporcionar-lhes uma brincadeira divertida.

massa de sal e trigo

Sal e trigo.
Elementos milenares que nos acompanham.
Dessa mistura vieram inúmeras aplicações na culinária internacional . A idéia do artesanato em massa de sal ou massa de pão, como também é conhecido, vem desde os egípcios que faziam esculturas para a decoração de seus "túmulos" e séculos depois, os Gregos e Romanos usavam como decoração de mesas durante suas festas.
Já os alemães no período medieval, descobriram o prazer de modelar essa massa e realizar verdadeiras esculturas.
O mesmo sucedeu aos italianos, franceses, ingleses que hoje mantém essa tradição. Agora da Itália, onde vivi por quase oito anos, trago para você essa técnica e apresento aqui alguns trabalhos de modelação em uma mistura de
trigo, sal, cola e corantes resultando em interessantes objetos de decoração para sua casa ou para presentear alguém de uma forma bem diferente.

Sua receita é simples:
2 copos de farinha de trigo
1 copo de sal
1/4 de copo de cola
1/2 de água
tinta guache
Modo de Fazer:
Misture o sal e a farinha. Dissolva a cola na água e acrescente ao sal e a farinha, misture bem, ficará uma massa bem seca, esfarelando. Separe pequenas quantidades de massa e acrescente o guache na cor desejada, ele vai terminar de dar o ponto à massa. Modele a peça e leve ao forno na temperatura mais baixa, e na primeira meia hora deixe a porta do forno semi aberta. Para saber se a peça já está seca espete um palito de dente, se estiver seca ele não vai penetrar na peça. Envernize com verniz PU
bicomponente e verniz marítimo.
P.S. Essa técnica pode ser usada por crianças!!
Adquira as revistas Massa de Sal pois nelas eu explico tudo
passo a passo, com a ajuda de fotografias.
Geisa Navarro
http://www.massadesal.com.br/index.php

Algumas memórias...


Algumas memórias ...

Nestes dias de muito calor vieram-me à memória cenas da minha infância, passadas em férias num monte no Alentejo. Lembro-me da minha tia Bia clamar naquele falar algo arrastado e nasalado, enquanto passava a ponta do avental pela testa, para enxugar gotas de suor:
-Aaaiii, que caaalma!
Eu não entendia o que ela dizia. Tinha 7 ou 8 anos, vivia no mundo da Lua e aquele falar parecia quase uma língua estrangeira. Depois lá me disseram, não sei quem nem quando, que ela se referia ao calor que fazia. Ah! Bom! Mas então porque é que ela não dizia: -Ai que calor! Então se ela não dizia, dizia eu! A partir daí, sempre que ela clamava: -Aaaiii, que caaalma! – eu disparava logo. – Não é calma! É calor!
Era uma risota, mas na verdade eu não percebia porque é que ela não dizia calor! Não percebia aquela palavra que exprimia, não apenas um facto atmosférico mas também algo mais. Algo que não só era observável e sentido ao nível físico, mas sentido e percebido por outros sentidos. Quando fazia muito calor, e se tornava desconfortável andar na rua, pessoas e animais recolhiam-se e silenciavam. Não havia galinha, pato, cão, ovelha, animal de duas ou quatro patas, com ou sem asas que se atrevesse a prosseguir no seu vai vem, na sua lida diária. Só a minha Bia se atrevia, por necessidade, a prosseguir com os seus afazeres. Pois se não podia ser na rua, dentro de casa não lhe faltavam tarefas. A minha tia e as cigarras. Sim, as cigarras devem ser os únicos animais que em alturas de mais calor prosseguem os seus cantos, talvez pela certeza de que nenhum predador as irá interromper. Se bem que houvessem dias em que nem as cigarras aguentavam!

Tenho outras memórias desse Alentejo: os animais, os candeeiros a petróleo… fantásticos diga-se de passagem! Sob a sua luz tudo se fazia! Desde bordar ou coser e inclusive, e isto ainda é um mistério para mim, conseguíamos ver os mosquitos e apanhá-los. Hoje com lâmpadas eléctricas vejo-me em “palpos de aranha” para conseguir descortinar “unzinho”!
Recordo também a horta rodeada de altos ciprestes, que a mantinham fresca e abrigada dos “calores”, originando uma espécie de microclima. Nela crescia uma grande variedade de legumes e frutos da região, (ai que ricas meloas!). E um loureiro, enorme!



O poço com água fresca e límpida; as planícies que se estendiam em retalhos de cores, ora branco grés, ora verde, castanho, preto, sugerindo uma colcha de retalhos aconchegando a Mãe Terra; o Sol nascendo, uma enorme bola de fogo cor de laranja avermelhada, que nos acompanhava ao logo da estrada durante a viagem de ida, como que nos guiando; a Lua... Por falar em Lua, uma das minhas memórias favoritas são as horas a seguir ao jantar, quando todos vínhamos para fora de casa, estendíamos uma manta no chão à porta para os miúdos, os adultos sentavam-se em cadeiras, à luz dos candeeiros a petróleo e enquanto a minha tia fazia qualquer trabalho de costura ou outro, o meu tio Manel contava histórias, adivinhas e contos, até que os quartos arrefecerem e fossem horas de deitar. Mas os melhores serões eram aqueles quando nascia a Lua. Porque lá a Lua nasce grande, grande! Vêm-se os mares e montes e depois… nasce logo ali! Não há montes e serras como em Sintra, não há casas e prédios que ela tenha que trepar. Então… está logo ali! Corre-se o quê, cem, cento e cinquenta metros e pode-se tocar a Lua!
Bem, pelo menos era isso que o meu tio dizia! Quando a Lua começava a nascer na linha do horizonte, depois do campo de trigo, mesmo por detrás daquela azinheira à direita… aquela que está entre o caminho para a horta e aquela casa alta, do outro monte? O meu tio começava a instigar-me a ir agarrar a Lua.
- Vai Bélita! Corre! Vai agarrar a Lua! Ela é feita de queijo!
E eu corria! Corria até ao limite do caminho, onde começava o campo de trigo e entrava nele tacteando com os pés os grandes torrões de terra lavrada, envolvida nos restos das hastes do trigo seco e debulhado. Então a minha tia Bia começava a ficar aflita, não fosse eu cair e esfacelar-me toda, começava a gritar por mim que voltasse, a ralhar com o meu tio que não pusesse ideias na minha cabeça: - Que a moçinha ainda cai!
E foi assim que eu nunca toquei na Lua!
Mais tarde, já avisada pela minha tia e pelos risos dos meus primos, ainda encetava uma leve corrida até meio do caminho, parando e olhando ora para trás, para os instigadores cépticos, ora para frente, para a Lua, dividida entre o saber que brincavam comigo e o apelo da Lua. Ela parecia olhar para mim e dizer:
- Anda! Vem! Toca-me!
Ainda hoje quando me lembro dessa Lua, imagino como seria se conseguisse tocá-la? Estremeceria como se fosse uma imagem reflectida num lago? Faria ondas? Ou estremeceria como um gato o faz quando lhe fazemos festas? E o toque, seria macio como o pelo de um gato ou poderíamos mergulhar a mão ou fazer desenhos com o dedo como se fosse chantilly? Será doce como chantilly? Doce é o seu perfume. Perfume de Lua. Quando a Lua surge no céu, olho para ela e recebo a sua luz, e os seus raios de luar envoltos num aroma inebriante. Perfume de Lua. Subtil, misterioso e inebriante.


Florbela Graça
29/07/2005

massa de sal - modelar

Materiais para a massa de sal
2 copos de farinha de trigo
1 copo de sal
1/4 de copo de cola
1/2 de água
tinta guache (nota pessoal:ou tinta natural ou corantes alimentares?? mudará o ponto da massa??)

Modo de fazer
Misture o sal e a farinha. Dissolva a cola na água e acrescente ao sal e a farinha, misture bem, ficará uma massa bem seca, esfarelando. Separe pequenas quantidades de massa e acrescente o guache na cor desejada, ele vai terminar de dar o ponto à massa. Modele o presépio leve ao forno na temperatura mais baixa, Primeira meia hora deixe a porta do forno semi aberta. Para saber se a peça já está seca espete um palito de dente, se estiver seca ele não vai penetrar na peça.
http://artesanatofofo.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

Incensos caseiros

Incensos caseiros
Os aromas transportam-nos para diferentes sítios da nossa memória. Viaje para os seus locais favoritos com incensos feitos por si.

Os incensos feitos em casa são muito eficientes. Com eles, é possível tornar o ambiente doméstico e o local de trabalho mais agradável. Para fazer os seus próprios incensos, basta que siga as receitas.

Incenso de pimenta da Jamaica:
Triture muito bem a pimenta e coloque-a sobre as brasas do carvão. Este incenso deve ser usado em ocasiões em que estão muitas pessoas em sua casa, pois alivia o ambiente tornando-o mais agradável.

Incenso de canela:
Use sempre a canela em pó. Este incenso é um poderoso calmante e actua, principalmente nas crianças. Estimula o apetite.

Incenso de cravo-da-Índia:
Triture muito bem os cravos e coloque-os sobre as brasas de carvão. Este incenso é um estimulante do sistema imunológico.

Incenso de café:
Compre grãos de café torrado e triture-os muito bem. Coloque sobre as brasas de carvão. Cria um agradável aroma perfumado, dando a sensação de calma e aconchego.

Incenso de noz-moscada:
Rale a noz-moscada e coloque-a sobre as brasas do carvão. Este incenso estimula a autoconfiança e a alegria.

Incenso de alecrim:
Use folhas secas de alecrim e coloque-as sobre as brasas do carvão. É estimulador da memória.

Incenso de coentro, açafrão e almíscar:
Triture as sementes de coentro, junte com um pouco de açafrão e almíscar. Coloque sobre as brasas do carvão. Este incenso é um poderoso perfume afrodisíaco.

Incenso de louro:
Use folhas secas de louro e jogue-as sobre as brasas de carvão. Facilita a concentração.

Incenso de gengibre:
Rale a raiz do gengibre e coloque sobre as brasas do carvão. O gengibre é utilizado como auxiliar de outros incensos, use-o quando quiser aumentar a potência de qualquer incenso. Lembre-se porém, que deverá usar uma quantidade muito pequena, para não sobressair mais que os outros elementos.

Incenso de avelãs:
Rale as avelãs e coloque-as sobre as brasas de carvão. Este incenso é apropriado no estabelecimento da calma mental. Ajuda a perceber melhor as dificuldades, e assim, de maneira tranquila, resolvê-las.
Muitas outras ervas ou frutos ou condimentos são usados na constituição de incensos, principalmente flores e raízes. Use o seu gosto olfactivo e imaginação e crie os seus!


Autor

Sónia Soares
http://www.vivasaudavelmente.pt/

terça-feira, 10 de julho de 2012

Workshop / Oficina: Sabão Natural - Processo a Frio



Dia 29 de Julho de 2012







Dia 29 de Julho de 2012
10:00 até 18:00



O sabão natural é feito a partir de óleos e manteigas vegetais e ou animais, aos quais é adicionado uma solução alcalina para que se dê uma reacção química chamada saponificação (ou seja que as gorduras se transformem em sabão).
Assim faziam as “nossas avós” o sabão. A partir da segunda metade do século XX, estes conhecimentos começaram a desvanecer-se à medida que os novos detergentes e sabonetes industriais foram tomando conta mercado, aliviando até a mulher de mais uma tarefa, no seu já atarefado dia-a-dia. Actualmente e perante as crescentes certezas dos danos e prejuízos causados pelo excesso de químicos recebidos pelo nosso organismo através da utilização dos variadíssimos sabonetes, géis de banho, champôs e tantos outros produtos cosméticos e de higiene pessoal, produzidos e disponibilizados pela industria químico-farmacêutico, há um retorno às coisas simples, às origens, às raízes.
É disso que se trata nesta oficina pratica. Explicar e demonstrar como é que se transforma um azeite, a gordura mais comum no nosso país, em sabão e dele retirar todos os proveitos e benefícios.

Vamos aprender a fazer o nosso próprio sabão. Aprender quais as gorduras que se podem usar, os seus benefícios, quais aditivos colocar.
Abordaremos questões e conceitos como:
-Breve história do sabão;
-Como as nossas “avós” faziam o sabão para a barrela;
-Medidas de segurança;
-Ingredientes:
-Gorduras (óleos e manteigas) e soda cáustica;
-Água destilada e outros liquidos
-Óleos essenciais/óleos de fragrância
-Aditivos e conservantes;
-Tabela de saponificação: como usar;
- O que é o “Excesso de soda” e “sobre-engorduramento”
-Saponificação, moldes e processo de cura.
-Usar plantas aromáticas e medicinais na manufacturação de sabões
- Demonstração de como se faz:
Sabão natural (processo a frio): Lavagens e limpezas.
Sabão natural (processo a frio): Uso pessoal (personalizado)
Alguns usos para o sabão natural lavagens.
Algumas receitas simples e praticas

No proximo dia 29 de Julho, em Algés, Rua Damião de Góis, nº 34 - 1º Esq. (perto da Estação dos Autocarros, ao lado do MacDonalds), Horário: Das 10h às 18h.
Valor:85€ (inclui manual e amostras de produtos realizados no wks)
Informações e inscrições através dos seguintes contactos:

(é necessária confirmação por razões logísticas)

suntrialquimias@gmail.com (Florbela Graça)

Tel.: 214115529/916786462/961871637

Email: geral@beholistic.pt

www.beholistic.pt

Os participantes têm direito a um manual e a amostras dos produtos elaborados durante o workshop. Em relação a material que precisem levar será: caneta/lapis e um caderno para algum apontamento, e um saco para levar os sabões amostras (que irão acondicionados numas caixinhas), pode se quiser trazer um paninho da louça ou algo similar, para envolver as caixinhas, podem trazer.